Relógio de lutécio alcança precisão recorde em medição de tempo

Um relógio atômico construído a partir do elemento lutécio, no Centro de Tecnologias Quânticas da Universidade Nacional de Cingapura, estabeleceu um novo padrão de precisão na medição do tempo. Os resultados, publicados na revista Nature, mostram que o relógio mediu sua frequência de transição com uma incerteza de 1 × 10-18, a menor já reportada para qualquer relógio atômico óptico.
O líder da equipe, Murray Barrett, professor associado no Departamento de Física da NUS, afirmou que o dispositivo é o mais preciso do mundo. O relógio utiliza um átomo de lutécio-176, cuja frequência de transição é estabilizada por um laser com comprimento de onda de 848 nanômetros.
A resistência do lutécio a variações de temperatura e campos magnéticos contribui para a estabilidade do relógio em diferentes condições ambientais. Barrett destacou que essa característica permite que o relógio mantenha sua precisão em ambientes extremos, desde o Vale da Morte até o platô antártico.

Os pesquisadores realizaram comparações entre dois relógios de lutécio ao longo de 200 horas, utilizando espectroscopia de correlação, alcançando uma incerteza de 5.7 × 10-18, a comparação mais precisa já registrada. Essa sensibilidade também permite detectar diferenças de tempo em alturas mínimas, o que pode complicar a verificação em relação a outros relógios atômicos.
Desde a década de 1960, os átomos de césio servem como referência para a definição do segundo. No entanto, com o avanço dos relógios ópticos, como o de lutécio, a redefinição do segundo está sendo considerada por órgãos internacionais, com expectativa de ser implementada em 2030 ou após. A pesquisa pode ter implicações significativas para a medição de gravidade e outras aplicações científicas.

Para mais detalhes, acesse o estudo completo em Nature.






