CERN inicia desconexão do Grande Colisor de Hádrons

O CERN deu início ao processo de desconexão de partes do Grande Colisor de Hádrons (LHC) para substituir ímãs de foco de feixe envelhecidos por uma nova geração mais potente. Os novos ímãs, que serão cerca de 40% mais fortes, visam aumentar a quantidade de colisões de partículas e preparar o LHC para sua era de Alta Luminosidade.
Substituição de ímãs no LHC
A substituição dos ímãs é uma operação essencial, pois o LHC depende de milhares de ímãs de diferentes tipos para guiar e controlar os feixes de partículas. Entre os mais importantes estão os tripletos internos, que são grupos de três ímãs quadrupolos posicionados nos experimentos principais do LHC. Esses ímãs são responsáveis por concentrar os feixes de partículas antes das colisões, aumentando a probabilidade de interações.

Importância dos tripletos internos
Os tripletos internos desempenham um papel crucial na luminosidade do LHC, que se refere ao número de colisões geradas em um determinado período. A maior luminosidade permite que os experimentos coletem mais dados, o que é fundamental para as pesquisas em física de partículas. A operação de substituição dos tripletos é parte do planejamento para o futuro LHC de Alta Luminosidade (HiLumi LHC).

Preparativos para o LHC de Alta Luminosidade
Durante a terceira longa parada do LHC, a equipe do CERN começou a desconectar os ímãs, com a primeira conexão cortada esta semana. O diretor-geral do CERN, Mark Thomson, visitou o ponto 1 do LHC para marcar o início da operação. A instalação dos novos tripletos internos está programada para começar em 2029, com um total de 16 criostatos e 28 montagens criogênicas a serem instaladas.

Remoção de ímãs supercondutores
Desde 7 de setembro, as equipes do CERN têm desmontado seções do acelerador para remover 28 ímãs supercondutores, incluindo os tripletos internos. Esses ímãs foram instalados entre 2005 e 2007 e têm servido ao LHC por quase duas décadas. A substituição marca a transição para uma nova geração de tecnologia supercondutora, projetada para atender às demandas do HiLumi LHC.
A desconexão dos ímãs representa um marco significativo para o CERN e para o projeto HiLumi LHC. A substituição dos tripletos internos é uma etapa fundamental para garantir que o LHC continue a ser uma ferramenta poderosa na pesquisa de física de partículas, aumentando sua capacidade de gerar dados e contribuir para o avanço do conhecimento científico.






