Simulações sugerem que matéria escura pode se comportar como ondas

Pesquisadores da Beijing Normal University (BNU) e da University of Hong Kong (HKU) realizaram simulações que indicam que a matéria escura pode se comportar como ondas. Essa descoberta pode fornecer novas pistas sobre a composição dessa substância invisível, que representa cerca de 85% de toda a matéria no universo.
Compreensão da matéria escura
A matéria escura é uma forma de matéria que não emite, absorve ou reflete luz, tornando-se indetectável por métodos tradicionais de observação. Sua existência é inferida a partir de efeitos gravitacionais em galáxias e aglomerados de galáxias. A pesquisa recente sugere que a matéria escura pode ser composta por partículas ultraleves que se comportam coletivamente como ondas, uma teoria conhecida como ‘matéria escura difusa’.
Simulações de ondas e lentes gravitacionais
Os cientistas utilizaram simulações tridimensionais para prever como essas ondas de matéria escura interagem e afetam a luz de objetos distantes. Quando a gravidade de um objeto massivo distorce a luz de uma fonte mais distante, ocorre o fenômeno conhecido como lente gravitacional. As simulações mostraram que a distribuição irregular da matéria escura poderia criar padrões de interferência, alterando a posição aparente das imagens de quasares.
Resultados e implicações do estudo
Os resultados das simulações foram comparados com imagens de um quasar bem estudado, e as previsões se mostraram mais precisas do que os modelos anteriormente utilizados. Publicados na revista The Astrophysical Journal Letters, os achados sugerem que observações de alta resolução de sistemas lensed podem ajudar a validar a hipótese das partículas ultraleves como constituintes da matéria escura. Essa pesquisa não resolve a questão da identidade da matéria escura, mas abre novas possibilidades de investigação.

Colaboração entre instituições de pesquisa
A pesquisa foi realizada por uma equipe composta por acadêmicos da BNU e da HKU, incluindo o autor principal Jiajun Zhou e o professor Zong-Hong Zhu. O trabalho colaborativo entre as instituições permitiu a troca de conhecimentos e técnicas, resultando em avanços significativos na compreensão da matéria escura. Os pesquisadores agora planejam explorar outros efeitos da matéria escura difusa, como variações na luminosidade das imagens gravitacionalmente lensed.
A pesquisa sobre a matéria escura continua a ser um campo ativo e desafiador na astrofísica, com implicações que podem mudar a forma como entendemos o universo. Para mais detalhes, consulte o estudo completo publicado em DOI: 10.3847/2041-8213/ae9a9e.






