Estudo revela deficiências nutricionais em crianças em tratamento com GLP-1

Um estudo recente identificou que quase um em cada seis crianças que utilizam medicamentos GLP-1 para perda de peso, pré-diabetes ou diabetes tipo 2 desenvolvem deficiências nutricionais no primeiro ano de tratamento. A pesquisa enfatiza a necessidade de atenção nutricional durante a infância e adolescência, períodos críticos para o crescimento.
Prevalência de deficiências nutricionais
A análise, publicada na revista Childhood Obesity, utilizou dados administrativos nacionais de 2017 a 2022, abrangendo mais de 100 milhões de pacientes. Foram identificadas 2.031 crianças entre 10 e 17 anos que usaram medicamentos GLP-1 e que não apresentavam deficiências nutricionais previamente diagnosticadas. No primeiro ano de tratamento, 16,8% dessas crianças foram diagnosticadas com alguma deficiência.
Importância do aconselhamento nutricional
O estudo também revelou que apenas 5% dos pacientes receberam aconselhamento nutricional dentro de 30 dias após o início do tratamento com GLP-1, e menos de 25% obtiveram esse suporte em até seis meses. A falta de orientação nutricional adequada pode agravar o risco de deficiências durante um período crítico de crescimento, segundo os pesquisadores.
Deficiência de vitamina D em destaque
A deficiência de vitamina D foi a mais prevalente entre as crianças estudadas, afetando 12,4% dos pacientes no primeiro ano de tratamento. Especialistas alertam que a carência de nutrientes essenciais, como vitamina D, ferro e cálcio, pode ter implicações duradouras para a saúde óssea e o desenvolvimento geral durante a adolescência.

Recomendações para manejo nutricional
Os pesquisadores enfatizam a necessidade de um gerenciamento nutricional proativo ao prescrever GLP-1 para crianças, em vez de esperar até que uma deficiência seja diagnosticada. A pesquisa sugere que a compreensão dos riscos associados ao uso desses medicamentos durante períodos de rápido crescimento é fundamental para prevenir danos a longo prazo.
Para mais informações, consulte o estudo completo em DOI:10.1177/21532176261486979.






