Estudo relaciona alimentação restrita a melhorias em doença de Huntington

Um estudo piloto conduzido pela Oregon Health & Science University sugere que a alimentação restrita no tempo pode ter efeitos positivos em pacientes com doença de Huntington em estágio inicial. A pesquisa, publicada na revista Nature Metabolism, avaliou como limitar a janela de alimentação a seis ou oito horas diárias impacta medidas clínicas e biológicas.
Pesquisa sobre alimentação restrita
O estudo envolveu 20 participantes que seguiram um regime de alimentação restrita por 12 semanas. Durante esse período, os pesquisadores monitoraram a adesão ao protocolo e coletaram dados sobre a saúde dos participantes, focando em aspectos como a gravidade da doença e marcadores biológicos.
Resultados clínicos e biológicos
Os resultados mostraram que os participantes melhoraram em média 0,5 pontos na escala de avaliação da doença de Huntington, que mede movimento, cognição e função diária. Essa melhora é significativa, considerando que, em condições normais, a pontuação tende a cair cerca de um ponto por ano. Além disso, os níveis de neurofilamento leve, um marcador de dano celular, diminuíram em 13%, contrariando a expectativa de aumento com a progressão da doença.
Manutenção do peso e massa muscular
Os participantes conseguiram manter seu peso e massa muscular durante o estudo, um fator importante, já que a perda de peso é uma preocupação comum em pacientes com doença de Huntington. A adesão ao regime de alimentação restrita foi alta, com a maioria seguindo o cronograma mais de cinco dias por semana e relatando poucos efeitos colaterais.

Necessidade de estudos maiores
Os pesquisadores alertam que, embora os resultados sejam promissores, o estudo foi pequeno e não incluiu um grupo de controle. Eles enfatizam a necessidade de ensaios clínicos maiores para validar os achados e determinar se a alimentação restrita realmente pode retardar a progressão da doença. A equipe está em busca de financiamento para um estudo randomizado que compare a alimentação restrita com hábitos alimentares padrão.
A pesquisa representa um passo inicial na exploração de intervenções dietéticas para a doença de Huntington, destacando a importância de novas abordagens no manejo dessa condição.






