Pesquisadores analisam DNA de manuscritos históricos

Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte desenvolveram um método não destrutivo para coletar material celular de manuscritos em pergaminho, permitindo análises genéticas que podem revelar informações sobre práticas comerciais e agrícolas de até 1.300 anos atrás, sem danificar os valiosos documentos.
Método não destrutivo para coleta de material celular
A técnica envolve o uso de um pincel de citologia, similar ao utilizado em exames de Papanicolau, que é gentilmente esfregado sobre a superfície do pergaminho. Esse método foi aplicado em 91 manuscritos da Biblioteca Rubenstein da Universidade Duke, abrangendo documentos de diversas origens, como Inglaterra e Etiópia, datados entre o final do século VIII e o início do século XX.

Relevância dos manuscritos de pergaminho
Os pergaminhos, feitos de peles de animais, são fontes valiosas de informações históricas. Além de registros legais e mapas, eles podem conter dados genéticos que oferecem uma visão sobre a evolução de espécies domesticadas e práticas agrícolas ao longo do tempo. A preservação desses documentos é crucial, uma vez que muitos deles são considerados artefatos culturalmente significativos.

Detalhes sobre a pesquisa e suas descobertas
Os pesquisadores conseguiram extrair e amplificar sequências genéticas a partir do material coletado, utilizando ferramentas de sequenciamento de última geração. Essa abordagem não apenas preserva a integridade dos manuscritos, mas também abre novas possibilidades para a análise de práticas históricas, culturais e agrícolas. A pesquisa foi liderada por Tim Stinson, que enfatizou a importância de garantir a confiança das instituições responsáveis pela preservação dos documentos.

Publicação e futuro da pesquisa
Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico Manuscript Studies: A Journal of the Schoenberg Institute for Manuscript Studies em 14 de maio de 2026. Os pesquisadores expressaram interesse em continuar explorando esse campo, que combina genética e história medieval, buscando financiamento para expandir suas investigações. A pesquisa representa uma nova fronteira no entendimento do passado, utilizando técnicas inovadoras para acessar informações até então ocultas.
A combinação de genética e estudos de manuscritos históricos pode transformar a maneira como compreendemos a história e as práticas culturais de civilizações passadas, revelando um vasto potencial para futuras descobertas.






