Anticoagulantes reduzem riscos em fibrilação atrial em estudo

Um estudo recente revelou que anticoagulantes orais diretos podem reduzir significativamente o risco de complicações em pacientes com fibrilação atrial e risco intermediário de acidente vascular cerebral (AVC). Os resultados do ensaio clínico SINGLE-AF foram apresentados durante o Congresso ESC 2026 e publicados na revista New England Journal of Medicine.
Resultados do estudo SINGLE-AF
O estudo SINGLE-AF demonstrou que o uso de anticoagulantes orais diretos (DOACs) reduziu o risco combinado de AVC, embolia sistêmica, hemorragia maior ou morte cardiovascular em 69% em comparação com a ausência de anticoagulação. Após dois anos de acompanhamento, apenas 0,5% dos pacientes que utilizaram DOACs apresentaram o desfecho primário, em contraste com 1,5% no grupo sem tratamento anticoagulante.
Importância dos anticoagulantes orais
Os anticoagulantes orais são fundamentais na prevenção de AVCs em pacientes com fibrilação atrial, uma condição que provoca batimentos irregulares no coração e aumenta o risco de formação de coágulos. As diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia recomendam fortemente o uso de anticoagulantes para pacientes com alto risco de AVC, enquanto para aqueles com risco intermediário, a recomendação é menos firme, recebendo uma classificação IIa.
Metodologia da pesquisa
O ensaio clínico foi realizado com 1.803 participantes em 18 centros na Coreia do Sul, todos com fibrilação atrial e risco intermediário de AVC, definido por um escore CHA₂DS₂-VASc de 1 em homens ou 2 em mulheres. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber DOACs ou não receber nenhum anticoagulante. Os medicamentos utilizados foram apixaban 5 mg duas vezes ao dia ou rivaroxaban 20 mg uma vez ao dia.

Implicações para diretrizes clínicas
Os resultados do estudo SINGLE-AF fornecem evidências robustas para a inclusão de DOACs nas diretrizes clínicas para pacientes com fibrilação atrial em risco intermediário de AVC. A redução de eventos adversos sem aumento de hemorragias maiores sugere que esses medicamentos podem ser uma opção segura e eficaz. A pesquisa pode influenciar futuras recomendações e políticas de reembolso relacionadas ao tratamento de fibrilação atrial.
O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia, além de empresas farmacêuticas. Para mais detalhes, consulte o artigo completo publicado na revista New England Journal of Medicine através do link DOI: 10.1056/NEJMoa2607978.






