Bebidas açucaradas aumentam risco de câncer gástrico em 145%

Um estudo recente realizado por pesquisadores do Mass General Brigham Cancer Institute revelou uma associação significativa entre o consumo diário de bebidas açucaradas e um aumento de 145% no risco de câncer gástrico. A pesquisa, publicada na revista Gastro Hep Advances, analisou dados de mais de 112 mil participantes.
Estudo revela ligação entre bebidas açucaradas e câncer gástrico
A pesquisa examinou dados de 112.284 participantes do Nurses’ Health Study e do Health Professionals Follow-Up Study, que coletaram informações detalhadas sobre dieta, estilo de vida e saúde ao longo de várias décadas. Durante o período do estudo, 278 participantes desenvolveram câncer gástrico. Segundo Andrew T. Chan, um dos autores do estudo, esta é a primeira pesquisa a demonstrar uma associação entre a ingestão de bebidas açucaradas e o câncer gástrico em uma população dos Estados Unidos.
Metodologia da pesquisa e dados analisados
Os pesquisadores analisaram o consumo de bebidas açucaradas, que incluíam refrigerantes, sucos e bebidas esportivas. Os resultados mostraram que indivíduos que consumiam pelo menos uma porção de bebida adoçada por dia apresentavam um risco 2,45 vezes maior de desenvolver câncer gástrico em comparação àqueles que consumiam menos de uma porção por mês. A associação foi observada em ambos os sexos.
Resultados sobre consumo de bebidas adoçadas artificialmente
Por outro lado, o consumo de bebidas adoçadas artificialmente não apresentou associação com o aumento do risco de câncer gástrico. Os pesquisadores também observaram que uma maior ingestão de frutose, o principal adoçante nas bebidas açucaradas, estava relacionada a uma maior incidência da doença. Entre as mulheres do Nurses’ Health Study, aquelas que consumiam mais de uma bebida adoçada por dia tinham um risco 3,04 vezes maior.

Limitações do estudo e necessidade de novas pesquisas
Embora os resultados sejam significativos, o estudo possui limitações. A pesquisa é observacional e não pode estabelecer uma relação de causa e efeito. Além disso, a amostra era predominantemente composta por indivíduos brancos, o que limita a generalização dos resultados para outras etnias. Os pesquisadores também tiveram acesso limitado a informações sobre infecções por Helicobacter pylori e histórico familiar de câncer gástrico. Novas investigações são necessárias para confirmar a associação e entender os mecanismos envolvidos.
O estudo completo pode ser acessado através do DOI: 10.1016/j.gastha.2026.101097.






