Estudo aponta benefícios da creatina para adultos acima de 45 anos

Um estudo recente da Texas A&M University sugere que a creatina pode ajudar adultos entre 45 e 65 anos a ganhar massa magra e força, mesmo na ausência de um programa estruturado de exercícios. A pesquisa indica que a suplementação pode ser uma alternativa viável para a manutenção da massa muscular em idades mais avançadas.
Pesquisa revela ganho de massa magra com creatina
Os participantes do estudo que tomaram creatina durante um programa de exercícios e perda de peso ganharam quase três quilos de massa magra e reduziram a gordura corporal ao longo de 12 semanas. Em contrapartida, aqueles que utilizaram um placebo apresentaram pouca alteração na composição corporal. O estudo foi publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition.
Resultados sem necessidade de programa de exercícios
Os resultados também mostraram que não era necessário um programa de exercícios estruturado para que os participantes obtivessem benefícios. Aqueles que não participaram do programa e tomaram creatina ganharam cerca de 2,4 quilos de massa magra e melhoraram a força em exercícios como leg press e bench press.
Análise de efeitos colaterais em larga escala
Uma análise abrangente de 685 ensaios clínicos, conduzida pelo Dr. Richard Kreider, principal investigador do estudo, não encontrou diferenças significativas na taxa de efeitos colaterais entre os grupos que tomaram creatina e aqueles que receberam placebo. Isso reforça a segurança da suplementação em larga escala.

Importância da creatina na dieta de adultos mais velhos
A creatina é um composto que o corpo produz naturalmente e que pode ser obtido através de alimentos como carne e peixe. No entanto, muitos adultos não consomem quantidades suficientes apenas por meio da dieta. A suplementação pode ser uma alternativa mais prática e econômica, especialmente para aqueles que buscam manter a massa muscular à medida que envelhecem.
A pesquisa foi financiada pela WoodNext Foundation através da Texas A&M Foundation. Para mais detalhes, o estudo completo pode ser acessado através do DOI: 10.1080/15502783.2026.2716273.






