Astrônomos medem massa de buraco negro inativo a 10 bilhões de anos-luz
Um grupo de astrônomos da University College London (UCL) e da Carnegie Science anunciou a medição da massa de um buraco negro inativo localizado a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. O objeto, denominado MRG-M0138, possui uma massa equivalente a cerca de 6 bilhões de sóis e representa a descoberta mais distante desse tipo já registrada.
Estudo revela buraco negro distante com massa de 6 bilhões de sóis
O buraco negro MRG-M0138 é o mais distante já encontrado em estado quiescente, existindo em uma época em que o universo tinha aproximadamente 3 bilhões de anos. A pesquisa foi publicada na revista Science e destaca a importância de compreender como esses objetos massivos se formaram e evoluíram.

Método combina movimentos estelares e lente gravitacional
Para determinar a massa do buraco negro, os pesquisadores utilizaram um método que combina a análise dos movimentos de estrelas próximas ao objeto e o fenômeno da lente gravitacional. A luz de MRG-M0138 foi distorcida por um aglomerado de galáxias, permitindo que os cientistas observassem as interações gravitacionais que influenciam as estrelas ao redor.

Importância da descoberta para a compreensão do universo primitivo
A medição da massa de um buraco negro inativo a essa distância oferece novas perspectivas sobre as condições do universo primitivo. Segundo Richard Ellis, membro da equipe, a técnica utilizada pode facilitar um censo mais completo sobre a evolução dos buracos negros e seu papel na formação de galáxias.

Implicações sobre a evolução de buracos negros e galáxias
A descoberta sugere que buracos negros e galáxias evoluem em conjunto. MRG-M0138, atualmente inativo, pode ter sido um quasar ativo em sua juventude, influenciando a formação estelar em seu entorno. Essa pesquisa abre caminho para investigações futuras sobre a relação entre buracos negros e a evolução galáctica.
A medição da massa de MRG-M0138 representa um avanço significativo na astrofísica, permitindo que os cientistas explorem a história do universo e a dinâmica dos buracos negros em épocas anteriores. O uso do Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi crucial para essa descoberta, destacando a importância das tecnologias modernas na exploração do cosmos.





