Arqueólogos descobrem cão pelado de 1.200 anos no Peru

Uma equipe de arqueólogos anunciou a descoberta de restos de um cão pelado de 1.200 anos no sítio arqueológico Castillo de Huarmey, no Peru. A pesquisa, publicada no Journal of Anthropological Archaeology, revela a convivência entre humanos e cães na região antes da ascensão do Império Inca.
Descoberta no sítio arqueológico Castillo de Huarmey
O Castillo de Huarmey, localizado a cerca de 190 milhas ao norte de Lima, foi um importante complexo administrativo e funerário do Império Wari entre 600 e 1050 d.C. A descoberta dos restos caninos é a primeira evidência direta da presença de cães pelados na região, que foram reconhecidos como parte do patrimônio cultural peruano em 2000. Os cães, conhecidos como orquídeas peruanas, eram frequentemente retratados em cerâmicas andinas antigas.
Importância dos cães pelados na cultura peruana
Os cães pelados desempenharam um papel significativo na cultura peruana, servindo tanto como animais de estimação quanto como parte de rituais funerários. A presença desses cães em artefatos arqueológicos sugere que eles eram valorizados por suas características únicas e pela relação que mantinham com os humanos. A pesquisa indica que a convivência entre as duas espécies era complexa, com diferentes percepções sobre o papel dos cães na sociedade.
Condições de preservação dos restos caninos
As condições desérticas extremas ao redor do Castillo de Huarmey contribuíram para a preservação dos restos orgânicos, incluindo pelos e ossos. Entre os achados, destaca-se um crânio mumificado com pele ainda visível, que foi encontrado em um estado excepcional. Essas condições permitiram que os arqueólogos recuperassem não apenas os restos caninos, mas também uma variedade de artefatos, como cerâmicas decoradas e vestígios de outros animais.
Análise isotópica revela relações humanas com os cães
A análise isotópica dos ossos e dentes dos cães revelou informações sobre sua dieta e origem. Os pesquisadores utilizaram isótopos de carbono, nitrogênio, oxigênio e estrôncio para traçar a trajetória de vida dos animais. Os resultados indicam que os cães pelados tinham uma relação próxima com os humanos, refletindo aspectos da vida cotidiana e das práticas culturais da época. A comparação dos dados isotópicos dos cães com os de humanos e camelídeos do sítio fornece um panorama mais amplo das interações entre as espécies.
A descoberta dos restos de cães pelados no Castillo de Huarmey evidencia a importância desses animais na sociedade peruana antiga. A pesquisa não apenas amplia o conhecimento sobre a convivência entre humanos e cães, mas também destaca a relevância cultural e histórica dos cães pelados na formação da identidade peruana.






