Catálogo revela 7.190 aglomerados de galáxias no universo

Um estudo conduzido por físicos do Argonne National Laboratory resultou na criação de um catálogo com mais de 7.190 aglomerados de galáxias, a partir de cinco anos de observações realizadas pelo South Pole Telescope. Os aglomerados, que são as maiores estruturas do universo, oferecem importantes insights sobre a matéria escura e a energia escura.
Estudo do Argonne National Laboratory
O estudo foi realizado pelo Argonne National Laboratory, que utilizou o experimento SPT 3G. Este projeto se baseou em uma câmera aprimorada em 2017, equipada com 16 mil detectores, instalada no South Pole Telescope, localizado na Estação Amundsen Scott, na Antártica. O objetivo foi identificar aglomerados de galáxias por meio de distorções sutis no fundo cósmico de micro-ondas, a radiação remanescente do Big Bang.

Método de detecção dos aglomerados
A equipe de pesquisa não fotografou os aglomerados diretamente, mas buscou por um efeito conhecido como efeito Sunyaev-Zeldovich. Esse fenômeno ocorre quando partículas de alta energia dentro de um aglomerado deixam uma impressão no fundo cósmico de micro-ondas, fazendo com que cada aglomerado apareça como uma sombra projetada nessa radiação antiga. A pesquisa abrangeu cerca de 4% do céu e identificou 8.892 candidatos a aglomerados.

Resultados e implicações da pesquisa
Dos 8.892 candidatos, 7.190 aglomerados foram confirmados com o uso de dados ópticos e infravermelhos do Dark Energy Survey. Aproximadamente 20% desses aglomerados não haviam sido catalogados anteriormente, e para dois terços do total, esta foi a primeira detecção de seu gás quente. A pesquisa revelou também um aumento na emissão de poeira em aglomerados mais antigos, sugerindo mudanças na atividade de formação de estrelas ao longo do tempo.

Próximos passos na cosmologia de aglomerados
Os resultados do estudo são considerados um marco na cosmologia de aglomerados, com potencial para fundamentar futuras investigações. A validação cuidadosa dos dados, realizada em parte pela estudante de graduação da Universidade de Chicago, Kayla Kornoelje, assegura a robustez das detecções. Novas pesquisas, como as que serão realizadas pelo Vera Rubin Observatory no Chile e pela missão Euclid da Agência Espacial Europeia, devem fornecer confirmações adicionais e expandir o conhecimento sobre a evolução do universo.
O catálogo, que pode ser acessado na publicação do Argonne National Laboratory, representa um avanço significativo na compreensão das estruturas cósmicas e suas interações ao longo da história do universo.






