Células-tronco podem explicar crescimento de ligamentos na coluna

Pesquisadores identificaram células-tronco que podem explicar o crescimento excessivo de ligamentos na estenose espinhal lombar, uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo, realizado por uma equipe do Weill Cornell Medicine e do Hospital for Special Surgery, aponta para a sinalização de cálcio como um potencial alvo terapêutico.
Identificação de células-tronco em ligamentos
Os cientistas descobriram que as células-tronco responsáveis pela formação de tendões e ligamentos se tornam mais numerosas e ativas em ligamentos afetados pela estenose espinhal. A pesquisa revelou que essas células podem contribuir para o crescimento excessivo do tecido, levando à compressão dos nervos espinhais. Os pesquisadores compararam amostras de ligamentos de pacientes com estenose a amostras de pacientes com hérnias de disco, mas sem sinais de estenose, e encontraram uma quantidade maior de células-tronco nos primeiros.

Impacto da estenose espinhal na saúde global
A estenose espinhal lombar é uma condição que afeta aproximadamente 103 milhões de pessoas em todo o mundo, causando dor, dormência e dificuldades de locomoção. A compressão dos nervos pode levar a uma deterioração significativa na qualidade de vida dos pacientes, tornando a identificação de tratamentos eficazes uma prioridade na pesquisa médica. A compreensão das células-tronco envolvidas nesse processo pode abrir novas possibilidades para intervenções antes que a cirurgia se torne necessária.

Sinalização de cálcio como alvo terapêutico
Os pesquisadores descobriram que as células-tronco associadas à estenose espinhal apresentam níveis mais altos de sinalização de cálcio em comparação com as células saudáveis. Aumentar essa sinalização nas células-tronco saudáveis resultou em crescimento excessivo do tecido, enquanto a redução nos modelos de camundongos com estenose bloqueou esse crescimento. Essa descoberta sugere a possibilidade de reutilizar bloqueadores de canais de cálcio, medicamentos já utilizados para tratar hipertensão, como uma nova abordagem para a estenose espinhal.

Estudos anteriores sobre células-tronco e ligamentos
Pesquisas anteriores já haviam identificado populações de células-tronco em diferentes tipos de tecido ósseo. Em 2018, os cientistas descobriram células-tronco na camada externa do osso que iniciam a reparação de fraturas. Estudos subsequentes identificaram células-tronco que formam o crânio e a coluna vertebral. A identificação de células-tronco em ligamentos representa um avanço significativo na compreensão das condições que afetam a coluna.
A pesquisa abre novas perspectivas para o tratamento da estenose espinhal, destacando a importância de intervenções precoces e o potencial de novas terapias baseadas na sinalização celular. O estudo foi publicado na revista Cell.






