Estudo revela conexão genética entre Homo erectus e Denisovans

Pesquisadores do Instituto de Paleontologia Vertebrada e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências identificaram proteínas do esmalte dental em dentes de Homo erectus, sugerindo ligações genéticas com os Denisovans. A descoberta oferece uma nova abordagem para o estudo de fósseis humanos antigos, minimizando a destruição dos espécimes.
Descoberta de proteínas do esmalte dental
A análise de seis dentes de Homo erectus revelou proteínas que podem fornecer informações sobre as características genéticas dessa espécie. Os dentes foram encontrados em três locais na China: Zhoukoudian, Hexian e Sunjiadong. A pesquisa, publicada na revista Nature, destaca como essas proteínas podem oferecer novos insights sobre a introdução de material genético antigo nas populações humanas modernas.
Métodos inovadores em paleoproteômica
Os pesquisadores utilizaram uma técnica de micro-ataque ácido para extrair informações moleculares dos dentes, preservando sua morfologia. Este método representa um avanço significativo em paleoproteômica, permitindo a análise de fósseis raros sem a necessidade de amostras destrutivas. Além disso, foram introduzidos novos métodos experimentais e computacionais que podem ser aplicados em futuras pesquisas nessa área.
Mutação genética e suas implicações
Foram identificadas duas mutações genéticas nos dentes analisados, com pelo menos 400.000 anos. A primeira, AMBN-A253G, é proposta como um marcador molecular para as populações de Homo erectus. A segunda, AMBN-M273V, anteriormente associada apenas aos Denisovans, sugere que essa variante também estava presente nas populações de H. erectus, indicando possíveis conexões genéticas entre os dois grupos.

Apoio institucional e publicação dos resultados
A pesquisa foi apoiada pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China e pela Academia Chinesa de Ciências. Os resultados foram publicados em Nature e podem ser acessados através do link DOI: 10.1038/s41586-026-10478-8. A combinação de novas técnicas e a preservação de fósseis valiosos podem abrir novas possibilidades para o estudo da evolução humana.
A descoberta das proteínas do esmalte dental em Homo erectus não apenas elucida aspectos da evolução humana, mas também estabelece um novo padrão para a pesquisa em paleontologia, permitindo que cientistas explorem o passado humano de maneira menos invasiva.






