Estudo revela crescimento de tecido de pepino-do-mar por anos

Pesquisadores da Memorial University of Newfoundland descobriram que fragmentos de tecido de pepinos-do-mar podem continuar a crescer e se regenerar por mais de três anos após serem removidos do corpo. O estudo, publicado na revista Science Advances, revela como esses tecidos sobrevivem em água do mar rica em microrganismos.
Crescimento de tecido em ambiente marinho
Os cientistas observaram que fragmentos de tecido de pepinos-do-mar, especificamente da espécie Psolus fabricii, mantiveram sua estrutura e atividade em água do mar, mesmo sem a presença de um corpo. Esses fragmentos, chamados de explantes, mostraram capacidade de movimento independente e atividade imunológica, desafiando a expectativa de que o tecido se deterioraria após a remoção.

Experimentos com pepinos-do-mar
Os pesquisadores realizaram experimentos colocando os explantes em água do mar corrente, onde puderam observar o crescimento e a reorganização do tecido. A equipe, que incluiu a cientista Rachel Sipler, documentou que os fragmentos absorviam aminoácidos diretamente da água, sugerindo uma nova forma de nutrição para tecidos separados de seus organismos.

Implicações para a pesquisa em regeneração
A descoberta pode revolucionar a pesquisa em regeneração de tecidos e cicatrização antimicrobiana. A possibilidade de cultivar tecido de pepinos-do-mar oferece um modelo experimental mais acessível, com menos restrições do que as linhas celulares de vertebrados. Isso pode facilitar investigações em ambientes com infraestrutura de biossegurança limitada.

Importância da preservação marinha
Os resultados ressaltam a importância da preservação dos ecossistemas marinhos, que podem conter inovações biológicas significativas. A pesquisa sugere que a proteção desses ambientes é crucial para a descoberta de conhecimentos valiosos que podem beneficiar a ciência e a medicina.
O estudo, intitulado “Natural tissue immortality: Indefinite survival of sea cucumber explants”, destaca como a observação cuidadosa pode levar a avanços significativos na compreensão da biologia marinha e suas aplicações.






