Descoberta de assentamento maia em Yucatán revela vida cotidiana

A descoberta do sítio arqueológico K’oxol Ja’ II, localizado na Península de Yucatán, traz novas informações sobre a vida cotidiana das populações maias não privilegiadas. A pesquisa, realizada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), revela aspectos da organização social e da gestão de recursos hídricos dessa civilização.
K’oxol Ja’ II: um novo sítio arqueológico
O sítio K’oxol Ja’ II foi descoberto durante as obras de construção do Trem Maia, em 2025. Com uma área de 2.257 metros quadrados, o local abriga 21 monumentos e características naturais associadas. A pesquisa foi coordenada por Susana Echeverría Castillo e envolveu uma equipe de arqueólogos, incluindo Abraham Alarcón Carmona e Carlos Avendaño Rincón. O nome do sítio, que significa “água dos mosquitos”, reflete a relação dos antigos habitantes com o ambiente natural.
Estruturas e organização social dos maias
As escavações revelaram vestígios de fundações e elementos arquitetônicos que indicam uma função predominantemente residencial. Os pesquisadores sugerem que K’oxol Ja’ II pertencia a uma população de nível intermediário na hierarquia regional, com uma organização social que se estendia entre os períodos Pré-Clássico e Clássico Tardio, entre 400 a.C. e 900 d.C.

Gestão de recursos hídricos na comunidade
A gestão dos recursos hídricos foi um aspecto crucial para os habitantes de K’oxol Ja’ II. O sítio apresenta evidências de corpos d’água permanentes e sazonais, além de um cenote que possui uma calçada de pedra, provavelmente construída para regular o acesso à água. Essa intervenção no ambiente demonstra um nível de organização social e técnica avançada.
Implicações para a hierarquia maia na região
A relação entre K’oxol Ja’ II e o assentamento vizinho de El Chiik, também descoberto durante as escavações, sugere uma estrutura hierárquica entre as comunidades maias da região. A escassez de cerâmicas no sítio indica que muitos objetos eram feitos de materiais perecíveis, o que dificulta a preservação arqueológica, mas fornece pistas sobre as práticas diárias dos habitantes.

As descobertas em K’oxol Ja’ II não apenas ampliam o conhecimento sobre a vida cotidiana dos maias não privilegiados, mas também oferecem novas perspectivas sobre a organização política e territorial dessa civilização na Península de Yucatán. Para mais informações, acesse o site do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).






