DNA identifica membros da expedição de Franklin em 1845

Pesquisadores da Universidade de Waterloo identificaram quatro novos membros da expedição de Sir John Franklin, que partiu em 1845 em busca da Passagem do Noroeste. As novas identificações, que elevam o total de marinheiros confirmados para seis, foram realizadas por meio da análise de DNA de restos mortais e comparação com amostras de descendentes vivos.
Identificação de novos membros da expedição
Os novos membros identificados incluem Harry Peglar, Capitão do Foretop do HMS Terror, e outros três marinheiros do HMS Erebus. A identificação de Peglar, cuja identidade foi debatida por mais de um século, resolve uma questão que remonta a 1859, quando seu corpo foi encontrado com documentos pessoais, mas vestindo roupas que não correspondiam ao seu posto.

Detalhes sobre a missão e suas consequências
A expedição de Franklin, que visava encontrar a Passagem do Noroeste, terminou em tragédia. Em abril de 1848, após quase dois anos presos no gelo ártico, 105 membros da tripulação tentaram escapar, mas nenhum sobreviveu. Restos vinculados à expedição foram encontrados em diversas localidades, incluindo a Ilha King William e a Península Adelaide.

Impacto das descobertas para os descendentes
As novas identificações oferecem aos descendentes informações valiosas sobre as circunstâncias e locais das mortes de seus antepassados. O jornalista da BBC, Rich Preston, que é descendente de John Bridgens, expressou surpresa ao descobrir a conexão com a expedição, ressaltando a importância das novas informações para a compreensão da história familiar.

Métodos utilizados na pesquisa
A pesquisa foi conduzida por uma equipe de antropólogos que extraiu DNA de amostras arqueológicas e comparou com o DNA mitocondrial e do cromossomo Y de descendentes. A análise revelou correspondências com distância genética zero, indicando um ancestral comum. Os pesquisadores incentivam outros descendentes da expedição a se manifestarem para potencialmente identificar mais indivíduos.

Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Archaeological Science: Reports, contribuindo para a compreensão da história da expedição e suas trágicas consequências. A identificação de novos membros da expedição de Franklin não apenas elucida aspectos históricos, mas também oferece um fechamento para as famílias envolvidas.






