Estudo revela efeito da feijoa na pressão arterial em diabéticos

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Auckland investigou os efeitos do pó de feijoa na saúde de adultos com pré-diabetes. Embora o foco inicial fosse a prevenção do diabetes tipo 2, os resultados revelaram uma melhoria inesperada na pressão arterial dos participantes.
Pesquisa sobre feijoa e diabetes
O estudo, denominado FERDINAND, foi o primeiro ensaio clínico de longo prazo sobre a suplementação com pó de feijoa em humanos. Durante seis meses, 97 adultos com pré-diabetes consumiram diariamente cerca de um grama de pó de feijoa ou um placebo, enquanto seguiam um programa de redução de peso.
Metodologia do estudo
Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o pó de feijoa, produzido pela Anagenix Ltd., e o outro, um placebo. Nos primeiros dois meses, os participantes seguiram um programa de substituição alimentar para perda de peso, enquanto os quatro meses seguintes focaram na manutenção do peso perdido. O objetivo era avaliar se a suplementação com feijoa poderia trazer benefícios adicionais.

Resultados sobre pressão arterial
Os resultados mostraram que a pressão arterial sistólica dos participantes que consumiram o pó de feijoa apresentou uma melhoria significativa em comparação com o grupo placebo. Essa medida reflete a força exercida nas paredes das artérias durante a contração do coração. No entanto, os pesquisadores alertaram que a amostra foi pequena e que mais estudos são necessários para confirmar a relação entre a feijoa e a melhoria na pressão arterial.
Compostos ativos da feijoa
A feijoa é rica em compostos biologicamente ativos, como polifenóis, flavonoides, vitamina C e ácido abscísico, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esses componentes podem influenciar processos metabólicos, justificando a investigação da fruta em estudos controlados. Um estudo anterior no Irã já havia indicado benefícios potenciais da feijoa para diabéticos tipo 2, e a pesquisa atual amplia essa linha de investigação.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Diabetes, Obesity and Metabolism e podem ser acessados através do DOI: 10.1111/dom.71270. A pesquisa foi apoiada pelo Programa New Zealand National Science Challenge High Value Nutrition.






