Estátua de cabeça esculpida é descoberta na Espanha antiga

Uma escultura de cabeça esculpida em calcário, datada de aproximadamente 2.400 anos, foi descoberta em Libisosa, um parque arqueológico na província de Albacete, na Espanha. A peça, que teve seu rosto destruído, apresenta características que ajudam os arqueólogos a reconstruir sua história e a entender melhor a cultura ibérica.
Descoberta em Libisosa
A escultura foi encontrada durante escavações em 2025 e é parte de um local que tem sido chamado de Iberian Pompeii, devido à preservação das ruínas após a destruição ocorrida durante as Guerras Sertorianas, no século I a.C. A cabeça, que possui um penteado característico, é um dos achados mais significativos da região, que tem atraído a atenção de arqueólogos por quase três décadas.

Características da escultura
A escultura apresenta um penteado com tranças e cachos, o que sugere que o indivíduo representado era um jovem de uma família aristocrática. A ausência do rosto, que foi deliberadamente destruído, impede uma identificação precisa, mas a análise do estilo de cabelo fornece pistas sobre gênero e status social. A peça é considerada mais antiga que o Parthenon, o que a torna um importante marco na história da arte ibérica.

Contexto histórico dos ibéricos
Os ibéricos habitavam a parte oriental e sudeste da Península Ibérica entre os séculos VI e I a.C. Eles não formaram um estado unificado, mas uma série de cidades e aristocracias locais. A cultura ibérica é marcada por uma linguagem própria e uma rica tradição de escultura funerária, que raramente sobreviveu ao tempo. A descoberta em Libisosa contribui para o entendimento dessa complexa sociedade.

Importância da escultura na arqueologia
A escultura de Libisosa é um exemplo raro de escultura ibérica em pé, que pode ser visualizada de todos os ângulos. Comparações com outras peças, como a cabeça feminina do necrotério de El Cigarralejo e o cavaleiro de Los Villares, mostram a relevância deste achado. Acredita-se que a cabeça tenha sido parte de um monumento funerário, indicando a importância da escultura na celebração de linhagens aristocráticas. A pesquisa em Libisosa continua, com a expectativa de que mais descobertas possam surgir na área.
A descoberta da escultura em Libisosa não apenas enriquece o conhecimento sobre a arte ibérica, mas também oferece uma nova perspectiva sobre a vida e a cultura dos povos que habitaram a Península Ibérica antes da chegada de Roma. A pesquisa continua a ser apoiada pela Consejería de Educación, Cultura y Deportes de Castilla-La Mancha, que promove a preservação e o estudo do patrimônio histórico.






