Estudo associa alimentos ultraprocessados a problemas de atenção

Um estudo realizado por pesquisadores da Monash University, da Universidade de São Paulo e da Deakin University revela que o consumo de alimentos ultraprocessados está relacionado a uma diminuição da atenção e da velocidade de processamento mental em adultos, mesmo entre aqueles que mantêm uma dieta considerada saudável.
Impacto dos alimentos ultraprocessados na atenção
A pesquisa, que analisou dados de mais de 2.100 adultos australianos de meia-idade e idosos, constatou que até mesmo um pequeno aumento no consumo de alimentos ultraprocessados pode levar a quedas significativas na capacidade de atenção. Segundo a autora principal, Dra. Barbara Cardoso, um aumento de 10% na ingestão desses alimentos está associado a uma redução mensurável na habilidade de concentração, refletida em testes padronizados de atenção visual e velocidade de processamento.
Relação com fatores de risco para demência
Os pesquisadores também observaram que o maior consumo de alimentos ultraprocessados se correlaciona com um aumento em fatores de risco conhecidos para demência, como obesidade e hipertensão. Embora o estudo não tenha estabelecido uma ligação direta entre esses alimentos e a perda de memória, a atenção é considerada uma função cognitiva fundamental, essencial para o aprendizado e a resolução de problemas.
Metodologia da pesquisa
A metodologia envolveu a análise de dados dietéticos e cognitivos de participantes que não apresentavam demência. Os resultados foram publicados na revista Alzheimer’s & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring, destacando a importância do processamento dos alimentos na saúde cerebral.
Equipe de pesquisa e financiamento
A equipe de pesquisa foi liderada pela Dra. Barbara Cardoso, com co-autores da Monash University, da Universidade de São Paulo e da Deakin University. O estudo foi financiado por diversas instituições, incluindo o National Health and Medical Research Council (NHMRC) e a Alzheimer’s Association, além de contar com apoio de programas de pesquisa dedicados à saúde cerebral.
Os achados ressaltam a necessidade de uma maior conscientização sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde cognitiva, especialmente em uma população que busca manter hábitos alimentares saudáveis.






