Estudo questiona existência de buracos negros de massa asteroidal

Pesquisadores de universidades dos Estados Unidos publicaram um estudo que desafia a teoria sobre a existência de buracos negros primordiais de massa asteroidal, sugerindo que esses objetos podem não ser responsáveis pela matéria escura do universo.
Formação de buracos negros primordiais
Buracos negros primordiais (PBHs) são teorizados como formados logo após o Big Bang, a partir do colapso de matéria. Embora a formação mais conhecida de buracos negros ocorra pela morte de estrelas, os PBHs representam uma classe distinta que poderia explicar a falta de matéria visível no universo, frequentemente referida como matéria escura.
Modelo para identificar buracos negros asteroides
Os autores do estudo desenvolveram um modelo para isolar a contribuição dos buracos negros asteroides à radiação gama extragaláctica (EGRB). Utilizando um script em Python chamado GammaPBHPlotter, eles simularam a radiação de Hawking e a decaimento de partículas instáveis, além dos raios gama gerados pela aniquilação de elétrons. Essa abordagem permitiu uma análise mais precisa das emissões associadas a esses buracos negros.
Resultados e implicações da pesquisa
Os resultados indicaram que buracos negros primordiais com massa em torno de 10^14 gramas não podem representar mais de 1 em cada 10 bilhões da matéria escura observada. No entanto, buracos negros de massa ligeiramente maior, cerca de 3×10^16 gramas, poderiam constituir até 6% da matéria escura, embora ainda em quantidades limitadas. Essas descobertas questionam a hipótese de que buracos negros asteroides sejam uma fonte significativa de matéria escura.
Futuras missões para investigar buracos negros
Para aprofundar a investigação sobre buracos negros primordiais, novas missões espaciais estão em desenvolvimento. Projetos como AMEGO-X e e-ASTROGAM visam preencher a lacuna de energia onde se espera que os raios gama dos PBHs sejam detectados. Embora ainda não tenham sido adotados por grandes agências espaciais, essas iniciativas podem fornecer dados cruciais para entender melhor a natureza da matéria escura e a existência de buracos negros primordiais.
O estudo, que apresenta implicações significativas para a cosmologia, está disponível na publicação Limits on primordial black holes from the extragalactic gamma-ray background; current status and future projections.






