Estudo revela eficácia de medicamento para cardiomiopatia

Um novo estudo clínico demonstrou que o medicamento experimental aficamten pode melhorar a capacidade de exercício e a qualidade de vida de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva (nHCM). A condição, que é hereditária, provoca o espessamento e a rigidez do músculo cardíaco, resultando em falta de ar e limitação nas atividades físicas.
Resultados do estudo sobre aficamten
Na pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine, 517 participantes foram tratados com aficamten ou placebo durante 36 semanas. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu o medicamento apresentou melhorias significativas tanto na saúde relatada pelos pacientes quanto no consumo máximo de oxigênio, um indicador da capacidade física durante exercícios intensos. A médica Lubna Choudhury, coautora do estudo, afirmou que agora é possível recomendar uma terapia específica para esses pacientes.
Impacto na capacidade de exercício dos pacientes
Os dados indicam que a capacidade de exercício aumentou de forma objetiva, além das melhorias percebidas pelos pacientes. Choudhury destacou que essa mudança é significativa, pois demonstra que o tratamento não apenas alivia os sintomas, mas também impacta positivamente a função cardíaca, conforme medido pelo pico de VO2.
Análise das funções cardíacas
O estudo complementar publicado na revista Circulation analisou ultrassonografias cardíacas dos participantes. Os resultados mostraram que o aficamten reduziu sinais de contração excessiva e melhorou várias medidas da função diastólica, que é a capacidade do coração de relaxar e se encher de sangue entre os batimentos. Essas melhorias podem estar relacionadas à sensação de bem-estar dos pacientes.

Perspectivas para acompanhamento a longo prazo
Embora os resultados sejam promissores, o estudo também revelou uma diminuição reversível na capacidade de bombeamento do coração em alguns pacientes tratados com aficamten. Um estudo de extensão em andamento visa acompanhar os efeitos do medicamento ao longo do tempo, buscando dados adicionais sobre a eficácia e segurança do tratamento em longo prazo.
Os achados dos estudos abrem novas possibilidades para o tratamento de pacientes com nHCM, que até então não dispunham de opções terapêuticas direcionadas. A pesquisa foi publicada em The New England Journal of Medicine e Circulation.






