Estudo revela que 37% dos adultos na Inglaterra têm hipertensão

Um estudo realizado com 1,4 milhão de adultos na Inglaterra revelou que mais de um terço da população apresenta hipertensão, sendo que quase dois terços dos afetados não têm conhecimento da condição. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas e derrames, o que torna a detecção e o tratamento adequados essenciais.
Prevalência de hipertensão entre adultos
A pesquisa, conduzida por especialistas da Oxford Population Health, analisou medições de pressão arterial coletadas pelo programa Our Future Health, o maior estudo de saúde do Reino Unido. Os critérios da Organização Mundial da Saúde definem hipertensão como pressão arterial sistólica de 140 mmHg ou superior, diastólica de 90 mmHg ou mais, ou uso de medicamentos para controle da pressão. Os resultados mostraram que 37% dos participantes apresentavam hipertensão, com a prevalência aumentando significativamente com a idade.
Falta de diagnóstico e tratamento
Entre os indivíduos diagnosticados com hipertensão, 59% nunca haviam recebido um diagnóstico formal e não estavam em tratamento. Além disso, mesmo entre aqueles que utilizavam medicamentos para controle da pressão arterial, 50% ainda apresentavam leituras de 140/90 mmHg ou mais. A pesquisa aponta que a falta de diagnóstico e tratamento adequado é um problema persistente na Inglaterra.
Desafios na detecção da hipertensão
Os autores do estudo argumentam que as diretrizes atuais do NICE podem contribuir para a subdetecção da hipertensão, exigindo múltiplas medições antes de confirmar um diagnóstico e recomendando mudanças de estilo de vida antes do tratamento medicamentoso. Essa abordagem pode levar à não detecção de muitos casos, resultando em um controle inadequado da condição.

Recomendações para abordagem proativa
Especialistas sugerem que uma abordagem mais proativa na detecção da hipertensão é necessária, considerando o risco cardiovascular ao iniciar o tratamento. O professor Bryan Williams, da British Heart Foundation, enfatiza que a hipertensão é um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares e que uma melhor detecção e tratamento poderiam evitar muitos casos de ataques cardíacos e derrames. O estudo foi publicado na revista BMJ Public Health e pode ser acessado através do DOI: 10.1136/bmjph-2025-004815.
A pesquisa evidencia a necessidade urgente de estratégias de prevenção em larga escala e tratamento direcionado para indivíduos em risco cardiovascular elevado, a fim de melhorar a saúde pública e reduzir as complicações associadas à hipertensão.






