Estudo revela impacto da poluição por nitrogênio em florestas

Um estudo global revelou que a poluição por nitrogênio pode alterar a respiração do solo em florestas, afetando sua capacidade de armazenar carbono e resistir às mudanças climáticas. A pesquisa, realizada por uma equipe internacional, analisou dados de experimentos e observações em diversas regiões do mundo.
Poluição por nitrogênio afeta respiração do solo
A poluição por nitrogênio, proveniente de fertilizantes, emissões veiculares e atividades industriais, tem se intensificado desde a Revolução Industrial, triplicando a deposição global de nitrogênio. Esse elemento, essencial para o crescimento das plantas, pode, em excesso, prejudicar a respiração do solo, um processo vital que libera dióxido de carbono na atmosfera.
Análise global revela diferentes reações das florestas
A pesquisa utilizou um dos maiores conjuntos de dados sobre respiração do solo, combinando 168 experimentos de adição de nitrogênio e 3.689 observações. Os resultados mostraram que as florestas reagem de maneiras distintas ao aumento do nitrogênio, com algumas apresentando aumento na atividade biológica, enquanto outras sofrem declínios abruptos na respiração do solo.
Caminhos distintos de resposta ao nitrogênio
Florestas com deficiência de nitrogênio podem inicialmente se beneficiar da adição desse elemento, aumentando a atividade microbiana e a respiração do solo. No entanto, em ecossistemas já saturados de nitrogênio, o excesso pode levar a uma queda acentuada na respiração do solo, alterando comunidades microbianas e aumentando a acidez do solo.
Implicações para o armazenamento de carbono
As descobertas têm implicações significativas para o armazenamento de carbono nas florestas. A respiração do solo é responsável por liberar uma quantidade de carbono que pode ser de sete a oito vezes maior que as emissões anuais de combustíveis fósseis. Mudanças na respiração do solo podem, portanto, impactar a capacidade das florestas de mitigar as mudanças climáticas.
A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications e destaca a necessidade de monitoramento das florestas frente à poluição por nitrogênio, a fim de preservar sua função ecológica e climática.






