Estudo revela aumento da diferença entre longevidade e saúde em Cingapura

Cingapura se destaca globalmente por sua expectativa de vida e saúde, mas um novo estudo revela que o aumento da longevidade não é acompanhado por um crescimento proporcional nos anos vividos em boa saúde. A pesquisa, realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em colaboração com a Yong Loo Lin School of Medicine da National University of Singapore, analisa dados de 204 países e territórios entre 1990 e 2023.
Cingapura lidera em expectativa de vida e saúde
Cingapura é atualmente o país com a maior expectativa de vida e saúde do mundo. Os cidadãos vivem, em média, 87,5 anos, com uma expectativa de vida saudável de 75,4 anos. Apesar desses números impressionantes, o estudo aponta que a diferença entre a expectativa de vida total e os anos vividos em saúde aumentou em aproximadamente 2,35 anos, ou 26,6%, desde 1990.
Análise global revela aumento da diferença de morbidade
A análise global indica que a lacuna de morbidade, que representa a diferença entre a expectativa de vida total e os anos vividos em boa saúde, se ampliou em quase todos os países estudados. Globalmente, a expectativa de vida aumentou de 64,6 anos em 1990 para 73,8 anos em 2023, enquanto a expectativa de vida saudável subiu de 55,9 para 63,1 anos. O aumento médio da lacuna de morbidade foi de 21,9%.
Desafios para a saúde pública em Cingapura
Os resultados do estudo, publicado na revista The Lancet Public Health, indicam que, embora Cingapura tenha feito progressos significativos na prevenção de mortes precoces, o número de anos saudáveis não aumentou na mesma proporção. A pesquisa sugere que o foco futuro deve ser não apenas em aumentar a longevidade, mas também em reduzir a carga de doenças crônicas e promover intervenções precoces.
Divisão de saúde entre gêneros se mantém
O estudo também revela uma divisão persistente entre os gêneros. Em Cingapura, as mulheres têm uma expectativa de vida estimada de 87,5 anos, mas passam em média 12,1 anos em má saúde, enquanto os homens vivem até 83,1 anos e enfrentam 10,4 anos de saúde comprometida. Essa tendência é observada globalmente, onde as mulheres geralmente vivem mais, mas enfrentam mais anos de doenças.
As conclusões do estudo ressaltam a necessidade de uma abordagem mais ampla para a saúde pública, que considere não apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida ao longo dos anos. O desafio para Cingapura e outros países será garantir que os anos adicionais de vida sejam vividos com saúde e dignidade.






