Estudo revela que quase metade de pacientes não inicia avaliação para transplante renal

Um estudo nacional revelou que quase 50% dos pacientes com insuficiência renal que são encaminhados para transplante nunca iniciam o processo de avaliação necessário. Além disso, apenas 19% conseguem ser incluídos na lista de espera para doação de órgãos.
Dados do estudo sobre pacientes com insuficiência renal
A pesquisa, conduzida por pesquisadores do NYU Langone Health, analisou dados de 720.348 pacientes referidos para transplante renal. Os resultados mostraram que 48% dos pacientes não iniciaram a avaliação, enquanto apenas 19% completaram o processo e foram colocados na lista de espera.
Fatores que influenciam a avaliação para transplante
Diversos fatores impactam a progressão dos pacientes no sistema de transplante. Aqueles que são solteiros, apresentam obesidade severa ou residem em áreas rurais têm menor probabilidade de iniciar ou concluir a avaliação. Além disso, pacientes mais velhos, falantes de espanhol e com rendas mais baixas enfrentam desafios adicionais.
Desafios do processo de avaliação para transplante renal
O processo de avaliação para transplante renal é complexo e pode incluir uma série de exames médicos, como testes de sangue e triagens de câncer. Essa exigência de múltiplas consultas ao longo de meses, enquanto os pacientes continuam em tratamento de diálise, pode dificultar a conclusão da avaliação. Centros de transplante menores, com menos recursos, tendem a ser mais seletivos na avaliação dos candidatos.
Publicação e relevância da pesquisa
Os resultados do estudo foram publicados no Journal of the American Society of Nephrology em 20 de junho e representam a maior análise sobre as taxas de desistência no caminho para o transplante renal. As descobertas também foram apresentadas no American Transplant Congress, destacando a importância de entender os obstáculos enfrentados por pacientes antes de serem colocados na lista de espera. Para mais detalhes, acesse a publicação completa aqui.
A pesquisa evidencia a necessidade de intervenções que abordem as barreiras enfrentadas por pacientes com insuficiência renal, visando aumentar as taxas de avaliação e inclusão na lista de espera para transplante renal.






