Estudo revela que fígado tem relógio interno que regula metabolismo

Pesquisadores da UT Health San Antonio descobriram que o fígado possui um relógio interno que regula a liberação de proteínas sinalizadoras em horários específicos do dia. Essa descoberta pode ter implicações significativas para o entendimento de doenças metabólicas e a coordenação do metabolismo no organismo.
Funcionamento do relógio interno do fígado
O fígado desempenha um papel central na regulação do metabolismo, e sua atividade é organizada por um relógio biológico que controla a liberação de proteínas em momentos precisos. Essa liberação não ocorre de forma aleatória, mas segue um cronograma diário que permite ao fígado comunicar-se com outros órgãos, como o tecido adiposo, em horários específicos.
Impacto na coordenação do metabolismo
Os pesquisadores observaram que padrões irregulares de alimentação e distúrbios no sono estão associados a um aumento no risco de obesidade e diabetes. A pesquisa revelou que a liberação programada de proteínas pelo fígado é crucial para a coordenação do metabolismo em tecidos como gordura e músculo, influenciando a eficiência das funções metabólicas ao longo do dia.
Descobertas sobre a proteína endostatina
Um dos achados mais relevantes do estudo foi a identificação da endostatina, uma proteína liberada pelo fígado que se mostrou mais eficaz na promoção da quebra de gordura quando sua liberação ocorre em sincronia com o ritmo diário do fígado. Isso sugere que o momento da administração de tratamentos baseados nessa proteína pode afetar sua eficácia.

Implicações para o tratamento de doenças metabólicas
As descobertas sobre o relógio interno do fígado e a liberação de proteínas sinalizadoras abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias direcionadas a doenças metabólicas. Os pesquisadores estão explorando a criação de novos peptídeos que possam melhorar o tratamento de condições como diabetes, buscando alternativas mais eficazes que os medicamentos atualmente disponíveis.
O estudo foi publicado na revista Nature Communications e pode ser acessado através do link DOI: 10.1038/s41467-026-73840-4.






