Físicos medem ‘tempo negativo’ em experimento quântico

Um experimento em física quântica revelou que fótons podem apresentar um ‘tempo negativo’ durante a interação com átomos. A descoberta foi confirmada por meio de medições fracas, que minimizam a perturbação do sistema, permitindo uma análise mais precisa do fenômeno.
Experimento revela fenômeno inusitado com fótons
Os pesquisadores utilizaram fótons, partículas quânticas de luz, em um experimento que envolveu a passagem desses fótons por uma nuvem de átomos de rubídio. Durante essa interação, os fótons parecem gastar um ‘tempo negativo’, ou seja, saem da nuvem antes de realmente entrar, um fenômeno que foi documentado em um estudo publicado na revista Physical Review Letters.
Mecanismo de interação entre fótons e átomos
A interação ocorre devido à ressonância entre os fótons e os átomos de rubídio, permitindo que a energia do fóton seja temporariamente transferida para os átomos. Essa transferência resulta em uma excitação atômica, onde o fóton ‘habita’ a nuvem por um certo período antes de ser reemitido. A precisão dessa interação é limitada pelo princípio da incerteza de Heisenberg, que estabelece que, se a energia do fóton é bem definida, seu tempo de chegada se torna incerto.
Revisão de um mistério quântico de longa data
Embora o fenômeno do ‘tempo negativo’ tenha sido observado em um experimento de 1993, muitos físicos consideraram essa observação como um artefato. A explicação predominante sugere que apenas a parte frontal do pulso de luz longo consegue atravessar a nuvem atômica, resultando em um fóton que chega mais cedo do que o esperado.
Medidas fracas confirmam o tempo negativo
Para investigar mais a fundo, Aephraim Steinberg, um dos autores do estudo de 1993, conduziu novos experimentos em seu laboratório na Universidade de Toronto. Utilizando medições fracas, ele conseguiu avaliar o tempo que os fótons passaram interagindo com os átomos, sem perturbar significativamente o sistema. Essa abordagem permitiu confirmar a existência do ‘tempo negativo’, revelando que a interação dos fótons com os átomos é mais complexa do que se pensava anteriormente.
As descobertas sobre o ‘tempo negativo’ não apenas desafiam a compreensão atual da mecânica quântica, mas também abrem novas possibilidades para a pesquisa em física quântica e suas aplicações tecnológicas. O estudo completo pode ser acessado na publicação disponível aqui.


