Florestas Antigas em Doggerland Revelam Novo Capítulo da Pré-História Europeia

Pesquisas recentes revelaram a existência de florestas submersas em Doggerland, uma antiga terra que conectava a Grã-Bretanha à Europa continental. Este território, agora submerso sob o Mar do Norte, pode ter sido um refúgio ecológico muito antes do que se imaginava, abrigando uma diversidade de vida durante o período do Último Máximo Glacial.
Descoberta de Florestas Submersas
Estudos conduzidos pela Universidade de Warwick indicam que florestas de carvalho, ulmeiro e avelã prosperaram em Doggerland há mais de 16 mil anos, muito antes do que os registros anteriores sugeriam. A pesquisa, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), utilizou DNA sedimentar antigo para traçar a história ecológica da região, revelando que partes de Doggerland sobreviveram a eventos de inundação significativos.
Análise de DNA Antigo
A equipe de pesquisa analisou 252 amostras de sedimentos marinhos, permitindo a identificação de espécies de árvores que se pensava terem desaparecido da região há centenas de milhares de anos. Entre as descobertas, destaca-se a presença de DNA de Pterocarya, um parente da noz, que sugere que essa espécie sobreviveu em Doggerland muito além do que se acreditava anteriormente. Essa análise fornece uma nova perspectiva sobre a vegetação que existia antes da submersão.
Implicações para a História Humana
As descobertas em Doggerland têm implicações significativas para a compreensão da ocupação humana na Europa. A presença de um ambiente rico em recursos naturais, como fauna e flora, sugere que a região poderia ter sustentado comunidades humanas muito antes do que se pensava. Isso pode explicar a escassez de evidências arqueológicas de grupos mesolíticos na Grã-Bretanha, uma vez que muitos deles podem ter migrado de Doggerland antes de sua submersão.
Doggerland e a Conexão com a Europa
Doggerland atuou como uma ponte terrestre entre a Grã-Bretanha e a Europa continental, facilitando a migração de pessoas e animais. Com a elevação do nível do mar, essa conexão foi perdida, mas as novas evidências sugerem que a região era um ecossistema vibrante que pode ter influenciado a dispersão de culturas humanas. A pesquisa em curso continua a explorar como esse ambiente moldou a história das populações que habitavam a Europa durante o período pós-glacial.
As descobertas em Doggerland não apenas ampliam o conhecimento sobre a vegetação e a fauna da época, mas também oferecem uma nova compreensão sobre a interação humana com o ambiente. A pesquisa continua a revelar a complexidade da história pré-histórica da Europa, desafiando noções estabelecidas sobre a ocupação e a adaptação humana.
Fonte: sciencedaily.com






