Fóssil revela predador desconhecido da era dos dinossauros

Um fóssil de dinossauro, que permaneceu sem atenção em uma coleção de museu por quase um século, foi identificado como pertencente a um predador desconhecido, com garras curvas e enormes. O animal, do tamanho de um grande tigre, viveu na atual Grã-Bretanha há cerca de 120 milhões de anos. A descoberta foi realizada por uma equipe de pesquisadores da University College London (UCL) e foi publicada na revista Royal Society Open Science.
Fóssil revela predador desconhecido
O novo dinossauro, denominado Invictibellatrix amberina, é o primeiro membro conhecido da Europa de um grupo enigmático de dinossauros carnívoros chamado megaraptoranos. Esses predadores ágeis andavam sobre duas pernas e estavam relacionados aos tiranossauros, como o famoso Tyrannosaurus rex, mas possuíam uma estratégia de caça distinta, utilizando suas garras musculosas em vez de mandíbulas poderosas.
Características do Invictibellatrix amberina
Os pesquisadores estimam que o Invictibellatrix tinha entre três e quatro metros de comprimento e mais de um metro e meio de altura. Acredita-se que o dinossauro possuía penas e garras que poderiam medir entre 10 e 20 centímetros. Embora não fosse o predador ápice de sua época, sua estrutura física o tornava potencialmente mais perigoso para presas do tamanho de humanos do que um T. rex, devido ao seu tamanho e comportamento de caça.
Importância da descoberta para a paleontologia
A identificação do Invictibellatrix preenche uma lacuna significativa na compreensão da distribuição dos megaraptoranos. Antes dessa descoberta, não havia evidências fósseis de que esses dinossauros habitassem a Europa, o que levantava questões sobre suas rotas de migração. A nova espécie fornece provas de que os megaraptoranos estavam presentes na Europa e que migraram para Gondwana, incluindo partes da África, América do Sul e Antártida.
Métodos de pesquisa utilizados na análise
Para investigar o fóssil, os pesquisadores utilizaram tomografia computadorizada (CT), uma técnica que permite examinar a estrutura interna de um objeto sem danificá-lo. As imagens obtidas possibilitaram a reconstrução 3D do fragmento do crânio, além de um modelo digital do espaço que anteriormente abrigava o cérebro do dinossauro. Comparações foram feitas com crânios de outros dinossauros carnívoros, revelando detalhes anatômicos únicos que ajudaram a distinguir a nova espécie.
A descoberta do Invictibellatrix amberina não apenas amplia o conhecimento sobre a diversidade de dinossauros carnívoros na Europa, mas também destaca a importância de reexaminar coleções de fósseis que podem conter informações valiosas sobre a história evolutiva dos dinossauros. A pesquisa foi publicada em Royal Society Open Science.






