Gene APOE4 pode reduzir células cerebrais antes de sintomas de Alzheimer

Pesquisadores do Gladstone Institutes descobriram uma ligação molecular entre o gene APOE4, um dos principais fatores de risco para Alzheimer, e a atividade cerebral alterada em estágios iniciais, antes do surgimento de problemas de memória. O estudo, publicado na revista Nature Aging, revela como o aumento da proteína Nell2 pode afetar a estrutura neuronal.
Descoberta sobre o gene APOE4
O gene APOE4, uma das três variantes do gene APOE, está associado a um risco significativamente maior de desenvolver Alzheimer. Aproximadamente um em cada quatro indivíduos carrega essa variante, que é encontrada em 60 a 75% dos pacientes com a doença. A pesquisa identificou que o APOE4 aumenta a produção da proteína Nell2, resultando na diminuição do tamanho dos neurônios e em uma atividade elétrica anormalmente alta.
Impacto da proteína Nell2 nos neurônios
A elevação dos níveis de Nell2 em modelos de camundongos levou à redução do tamanho dos neurônios e a um aumento da hiperatividade neuronal. Os camundongos que apresentaram maior hiperatividade cerebral na juventude mostraram posteriormente os piores desempenhos em testes de memória. A redução da produção de Nell2 em camundongos adultos resultou na recuperação do tamanho e da atividade normal dos neurônios, sugerindo um potencial caminho para intervenções terapêuticas.
Possíveis intervenções para prevenir Alzheimer
Os resultados indicam que a modulação da proteína Nell2 pode ser uma estratégia promissora para prevenir o avanço do Alzheimer em indivíduos portadores do gene APOE4. A pesquisa abre a possibilidade de desenvolvimento de medicamentos que visem a redução de Nell2, permitindo a reversão das alterações neuronais antes que os sintomas clínicos se manifestem.
Relevância da pesquisa para o entendimento da doença
Este estudo representa um avanço significativo na compreensão dos mecanismos que levam à deterioração cognitiva em portadores do gene APOE4. As descobertas podem contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas que visem a intervenção precoce na progressão do Alzheimer, uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A pesquisa foi publicada em Nature Aging.
As implicações deste estudo são vastas, pois oferecem uma nova perspectiva sobre como intervenções precoces podem ser implementadas para mitigar os efeitos do Alzheimer, especialmente em indivíduos geneticamente predispostos.






