Hantavírus Andes pode se espalhar entre humanos, mas não é COVID

Um surto de hantavírus, especificamente o vírus Andes, tem gerado preocupação após a confirmação de casos ligados a um cruzeiro. Embora a transmissão entre humanos seja possível, especialistas afirmam que as características do vírus não o tornam comparável à COVID-19.
Contexto do surto de hantavírus
Recentemente, autoridades de saúde europeias relataram nove casos de infecção pelo hantavírus Andes, incluindo sete confirmados e dois prováveis, todos associados ao cruzeiro MV Hondius. Três mortes foram registradas, e cinco australianos e um neozelandês estão sendo repatriados para monitoramento e quarentena para a Austrália.

Características do hantavírus Andes
O hantavírus Andes é um dos poucos vírus da família hantavírus que pode ser transmitido entre humanos. A infecção geralmente ocorre após a exposição a roedores infectados, principalmente por meio da inalação de partículas de urina, fezes ou saliva contaminadas. A transmissão entre pessoas, embora possível, é rara e ocorre em ambientes de contato próximo, como lares ou durante cuidados intensivos.
Diferenças na transmissão entre hantavírus e COVID-19
A principal diferença entre o hantavírus Andes e o SARS-CoV-2, causador da COVID-19, reside na eficiência de transmissão. O SARS-CoV-2 se espalha rapidamente pelo ar, permitindo que indivíduos infectados transmitam o vírus antes mesmo de apresentarem sintomas. Em contraste, a transmissão do hantavírus Andes requer condições específicas, como contato próximo em ambientes mal ventilados, o que limita sua propagação.

Sintomas e recomendações de saúde
Os sintomas iniciais da infecção pelo hantavírus Andes podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e fadiga. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, uma condição potencialmente fatal que dificulta a respiração. As autoridades de saúde recomendam vigilância atenta e isolamento em caso de sintomas, além de evitar contato com roedores e seus excrementos segundo a OMS.
Embora o surto de hantavírus Andes exija atenção das autoridades de saúde, a comparação com a COVID-19 não se sustenta. A transmissão limitada e as características do vírus indicam que, apesar de sua gravidade, não há risco iminente de uma pandemia semelhante àquela causada pelo coronavírus.






