JWST identifica galáxias massivas já inativas no início do universo

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou a existência de galáxias massivas inativas que já haviam interrompido a formação de estrelas no início do universo, desafiando as expectativas dos astrônomos sobre a evolução galáctica.
Descoberta de galáxias massivas inativas
Pesquisadores identificaram galáxias massivas que cessaram a formação de estrelas apenas dois bilhões de anos após o Big Bang. Entre elas, destaca-se a galáxia ZF-UDS-7329, que já apresentava características de inatividade em um período conhecido como Cosmic Noon, quando a formação estelar atingiu seu pico.

Análise das galáxias pós-explosão estelar
A equipe de cientistas analisou 120 galáxias pós-explosão estelar (PSBs) em um intervalo de redshift de 0,5 a 3. Essa análise permitiu observar a estrutura e a evolução dessas galáxias durante a época de maior atividade do universo, revelando detalhes que antes estavam ocultos.

Causas da inatividade das galáxias
Os pesquisadores identificaram que a inatividade das galáxias pode ser atribuída a dois fatores principais: a remoção do gás necessário para a formação de estrelas e a introdução de calor e turbulência que dificultam esse processo. Interações gravitacionais com outras galáxias e a atividade de buracos negros supermassivos são possíveis causas para essa descontinuidade na formação estelar.

Estudo publicado na revista Astronomy and Astrophysics
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Astronomy and Astrophysics, com a liderança do Dr. David Maltby, da Universidade de Nottingham. O estudo fornece novas perspectivas sobre a evolução das galáxias massivas e suas dinâmicas no universo primitivo.

As descobertas do JWST não apenas ampliam o entendimento sobre a formação e evolução galáctica, mas também levantam novas questões sobre os mecanismos que levam à inatividade das galáxias em períodos tão iniciais da história do universo.






