Medicamentos para osteoporose reduzem risco de Alzheimer

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Hong Kong revelou que medicamentos amplamente utilizados para tratar a osteoporose estão associados a um menor risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer e demências relacionadas. A pesquisa analisou dados de mais de 120 mil pacientes idosos.
Estudo revela associação entre medicamentos e Alzheimer
Os medicamentos em questão são os bisfosfonatos contendo nitrogênio (NBPs), que são comumente prescritos para fortalecer os ossos. O estudo indicou que os usuários de NBPs apresentaram um risco 16% menor de desenvolver Alzheimer e demências em comparação aos pacientes não tratados, e 24% menor em relação àqueles que receberam outros medicamentos para osteoporose.
Análise de dados de mais de 120 mil pacientes
A análise foi baseada em registros médicos eletrônicos de pessoas com 60 anos ou mais, coletados entre 2005 e 2020. Os pesquisadores observaram que a associação entre o uso de NBPs e a redução do risco de demência foi particularmente forte entre mulheres e indivíduos com fraturas de quadril.

Relação entre osteoporose e demência
A osteoporose e a demência frequentemente afetam a mesma população idosa, compartilhando fatores de risco como idade avançada e sexo feminino. Estudos anteriores já indicaram que a osteoporose e as fraturas são fatores de risco independentes para demência, enquanto pessoas com demência apresentam maior risco de quedas e fraturas.
Implicações para tratamentos futuros
Os resultados sugerem que os bisfosfonatos podem oferecer benefícios duplos, tanto na proteção óssea quanto na redução do risco de demência. O professor Cheung Ching-lung, um dos autores do estudo, destacou que essas descobertas podem abrir caminho para novas pesquisas sobre a eficácia dos NBPs na prevenção do declínio cognitivo associado à demência. O estudo foi publicado na revista Alzheimer’s & Dementia e pode ser acessado através do DOI: 10.1002/alz.70503.

As implicações desse estudo são significativas, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional. A possibilidade de utilizar medicamentos já existentes para prevenir a demência pode representar uma estratégia viável e acessível, enquanto novas terapias estão sendo desenvolvidas.






