Cientistas reconstruem trajetória de meteoro com som

Cientistas do Sandia National Laboratories conseguiram reconstruir a trajetória de um meteoro que cruzou o céu do Alasca, utilizando um método inovador baseado na detecção de ondas sonoras. A abordagem foi necessária após a falha de câmeras e satélites em registrar o evento.
Evento meteorológico em Alaska
No início da primavera, um meteoro luminoso atravessou o céu do Alasca durante o dia. Apesar da visibilidade, as ferramentas tradicionais de monitoramento, como câmeras de segurança e satélites, não conseguiram capturar imagens claras do fenômeno. A situação levou a equipe de pesquisa a buscar alternativas para entender o que ocorreu.

Método inovador de detecção
Os pesquisadores utilizaram a infrasound, um tipo de onda sonora que viaja a longas distâncias, para detectar o meteoro. Quando um objeto entra na atmosfera em alta velocidade, ele gera uma onda de choque semelhante a um estrondo sônico, que pode ser registrada por sensores de vibração do solo, normalmente utilizados para monitorar terremotos e atividades vulcânicas. A equipe, liderada por Elizabeth Silber, analisou dados de 57 instrumentos, incluindo estações sísmicas e sensores de infrasound.

Resultados da pesquisa
A análise revelou que o meteoro entrou na atmosfera em um ângulo de aproximadamente 19 graus, viajando a velocidades entre 50.000 e 56.000 milhas por hora. A energia liberada durante a entrada foi equivalente a cerca de 38 toneladas de TNT. A trajetória do meteoro foi reconstruída com precisão, e os dados foram corroborados por vídeos de câmeras de segurança e dashcams, que ajudaram a confirmar a localização da queda dos fragmentos.

Implicações para a defesa planetária
Esta pesquisa representa um avanço significativo na defesa planetária, demonstrando que é possível rastrear a trajetória de meteoroides utilizando apenas som e vibrações do solo. A técnica pode ser aplicada em futuras missões de monitoramento de objetos próximos à Terra, aumentando a capacidade de resposta a potenciais ameaças. O estudo completo foi publicado em Sandia National Laboratories.
A pesquisa destaca a importância de métodos alternativos de detecção em situações em que as tecnologias convencionais falham, abrindo novas possibilidades para o monitoramento de fenômenos atmosféricos e a segurança planetária.






