Modelo de IA revela formação de elementos pesados no universo

Pesquisadores do GSI/FAIR desenvolveram um modelo baseado em inteligência artificial que aprimora a compreensão dos processos de formação de elementos pesados no universo, como ouro e urânio, durante eventos extremos como fusões de estrelas de nêutrons.
Desenvolvimento do modelo RHINE
O modelo RHINE (implementação de aquecimento do r-processo em simulações hidrodinâmicas com redes neurais) utiliza uma rede neural de aprendizado profundo para representar a energia liberada por reações nucleares durante o r-processo. Essa abordagem inovadora permite simulações mais eficientes em comparação aos métodos tradicionais, que exigem um enorme poder computacional.
Processos de nucleossíntese em eventos extremos
Elementos químicos são gerados em eventos astrofísicos poderosos, como supernovas e fusões de estrelas de nêutrons. Durante esses eventos, ocorre o processo de captura rápida de nêutrons, ou r-processo, que é responsável pela formação de muitos elementos mais pesados que o ferro. A fusão de estrelas de nêutrons, observada pela primeira vez em 2017, exemplifica a complexidade e a energia envolvidas nesses fenômenos.

Validação e eficiência do modelo
Os pesquisadores validaram o modelo RHINE por meio de comparações detalhadas com dados de referência, demonstrando um alto grau de concordância. A utilização de modelos de aprendizado de máquina pode economizar tempo computacional significativo, permitindo que os cientistas realizem simulações mais complexas sem a necessidade de acoplamento direto entre cálculos de nucleossíntese e simulações hidrodinâmicas.
Implicações para futuras simulações astronômicas
O modelo RHINE pode facilitar simulações mais detalhadas no futuro, conectando resultados de experimentos na instalação FAIR com observações astronômicas de explosões estelares e fusões de estrelas de nêutrons. A pesquisa foi publicada na revista Physical Review D e pode ser acessada através do DOI: 10.1103/gl2l-7f3g.

O avanço proporcionado pelo modelo RHINE representa um passo significativo na compreensão dos processos que geram elementos pesados no universo, ampliando as possibilidades de pesquisa em astrofísica e nucleossíntese.






