Cientistas descrevem nova espécie de rã após 100 anos

Pesquisadores da Pontificia Universidad Católica del Ecuador identificaram uma nova espécie de rã, chamada Pristimantis milpe, que foi confundida com outra espécie por mais de um século. A descoberta foi possível graças à análise de espécimes históricos coletados no século XIX e armazenados no Museu de História Natural de Londres.
Identificação da Pristimantis milpe
A Pristimantis milpe é uma espécie comum e amplamente distribuída nas florestas do oeste do Equador e do sul da Colômbia. Sua área de ocorrência abrange mais de 67 mil quilômetros quadrados, desde o nível do mar até altitudes de 1.200 metros. A identificação correta da espécie foi realizada após a comparação de espécimes históricos com rãs atuais da região.
Características da nova espécie
Os machos da Pristimantis milpe são conhecidos por seus chamados noturnos, que se assemelham a um ‘clique’. As fêmeas apresentam coloração distinta nas virilhas e coxas, com tons de laranja ou azul claro marcados por manchas pretas, enquanto os machos possuem coloração mais uniforme. Essas características visuais e sonoras foram fundamentais para a diferenciação da espécie.
Importância das coleções históricas
A descoberta ressalta a relevância das coleções de história natural na pesquisa científica. Espécimes preservados ao longo do tempo permitem revisitar classificações e resolver confusões taxonômicas que podem persistir por décadas. O estudo da Pristimantis milpe exemplifica como a combinação de dados históricos e observações contemporâneas é crucial para a compreensão da biodiversidade.
Publicação e financiamento da pesquisa
A descrição formal da nova espécie foi publicada na revista ZooKeys, especializada em biodiversidade e taxonomia. O trabalho foi financiado pela Secretaría Nacional de Educación Superior, Ciencia, Tecnología e Innovación do Equador (SENESCYT) e pela Pontificia Universidad Católica del Ecuador. O artigo pode ser acessado através do DOI: 10.3897/zookeys.1286.194383.
A identificação da Pristimantis milpe não apenas corrige um erro de mais de um século, mas também destaca a importância de estudos contínuos sobre a biodiversidade, mesmo em espécies que já são conhecidas.






