Novo tratamento reduz colesterol ruim em quase 50% sem estatinas

Pesquisadores da Universidade de Barcelona e da Universidade de Oregon desenvolveram uma nova terapia genética que pode reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, em quase 50%. Essa abordagem inovadora utiliza moléculas de DNA para bloquear a produção de uma proteína chamada PCSK9, essencial na regulação do colesterol no organismo.
Avanço na terapia genética para controle do colesterol
A terapia genética proposta visa inibir a proteína PCSK9, que, quando em níveis elevados, impede que os receptores de LDL removam o colesterol da corrente sanguínea. A técnica utiliza moléculas de DNA conhecidas como hairpins polipurinas (PPRH), que atuam diretamente na transcrição do gene PCSK9, aumentando a capacidade do organismo de eliminar o colesterol. Os resultados do estudo foram publicados na revista Biochemical Pharmacology.
Mecanismo de ação das hairpins polipurinas
As hairpins polipurinas se ligam de forma precisa a sequências específicas de DNA ou RNA, bloqueando a atividade gênica. No caso do PCSK9, essas moléculas impedem a transcrição do gene, resultando em um aumento dos níveis de receptores de LDL. Isso melhora a capacidade do corpo de retirar o colesterol da circulação, reduzindo os níveis totais de colesterol e o risco de formação de placas nas artérias.
Resultados promissores em testes laboratoriais
Os testes realizados em células hepáticas cultivadas em laboratório e em camundongos transgênicos mostraram resultados significativos. A administração de uma única injeção da PPRH HpE12 reduziu os níveis de PCSK9 em 50% e os níveis de colesterol em 47% em apenas três dias. Esses resultados indicam a eficácia da terapia na redução do colesterol LDL, conforme relatado pelos pesquisadores.
Perspectivas como alternativa às estatinas
A nova terapia genética representa uma alternativa promissora às estatinas, medicamentos amplamente utilizados para controle do colesterol, mas que podem causar efeitos colaterais indesejados. Com a crescente importância do PCSK9 como alvo terapêutico, essa abordagem pode oferecer uma solução eficaz e com menos riscos para pacientes que necessitam de controle rigoroso dos níveis de colesterol.
A pesquisa abre novas possibilidades para o tratamento de hipercolesterolemia e doenças cardiovasculares, destacando a relevância de inovações na terapia genética. O avanço no controle do colesterol pode contribuir para a redução de complicações associadas a doenças cardíacas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: sciencedaily.com






