Cientistas identificam origem das pedras de Devil’s Arrows

Pesquisadores da Universidade de York e da Curtin University, na Austrália, confirmaram a origem das pedras conhecidas como Devil’s Arrows, localizadas em North Yorkshire. A análise geológica de minerais microscópicos revelou que as três pedras remanescentes foram extraídas de Brimham Rocks, a 18 quilômetros de distância, e transportadas por comunidades neolíticas.
Análise geológica confirma origem das pedras
A pesquisa utilizou técnicas de fingerprinting isotópico para determinar a origem das pedras. Os resultados indicaram que as pedras de arenito foram quarried em Brimham Rocks, descartando a teoria anterior de que teriam sido depositadas por glaciares durante a última Era do Gelo. A análise foi publicada nos Proceedings of the Royal Society A.
Método de datação revela transporte intencional
Os pesquisadores descobriram que o transporte das pedras exigiu planejamento e engenharia significativos. Cada pedra pesa mais de 25 toneladas, e o deslocamento de 18 quilômetros sem o uso de rodas ou animais de carga sugere uma intenção deliberada por parte dos construtores neolíticos. Essa escolha de material reflete um ato de construção de paisagem, não uma decisão logística.

Importância das pedras na arquitetura megalítica
As pedras de Devil’s Arrows são consideradas uma das características mais impressionantes da arquitetura megalítica na Grã-Bretanha. Elas superam em altura as pedras de Stonehenge, com a pedra sul sendo a segunda mais alta do país. A pesquisa destaca a necessidade de mais estudos sobre monumentos como os Devil’s Arrows, que têm recebido menos atenção em comparação a outros sítios.
Desaparecimento de monólito é esclarecido
A pesquisa também elucidou o desaparecimento de um quarto monólito, registrado no século XVI. Relatos históricos indicam que o monólito foi quebrado e utilizado na construção de uma ponte local. A nova análise mineral confirmou a origem das pedras e ajudou a entender melhor a história e a importância cultural do sítio.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores oferecem uma nova perspectiva sobre a construção e o significado das estruturas megalíticas na pré-história britânica. A pesquisa não apenas resolve questões sobre a origem das pedras, mas também enriquece o entendimento sobre as práticas e crenças das comunidades neolíticas.






