Pele de lula pode funcionar como ouvido, sugere pesquisa

Pesquisadores da Case Western Reserve University descobriram que a pele das lulas possui uma rede extensa de células sensoriais, que podem funcionar de maneira semelhante ao ouvido humano. A pesquisa, publicada na revista Current Biology, revela um novo entendimento sobre como esses animais percebem o movimento da água ao seu redor.
Descoberta de células sensoriais em lulas
Os cientistas identificaram centenas de células sensoriais adicionais, conhecidas como células ciliadas, que se estendem por toda a superfície do corpo da lula. Essas células são responsáveis por detectar movimentos na água, um aspecto crucial para a sobrevivência do animal. O estudo fornece o primeiro mapa completo das linhas laterais das lulas, que são arranjos de células sensoriais.
Método inovador de imagem utilizado na pesquisa
A equipe de pesquisa utilizou uma técnica chamada microscopia de luz em folha, que permite a visualização em três dimensões das células sensoriais com mínimo dano ao tecido. Essa abordagem inovadora possibilitou a visualização de células que antes eram desconhecidas, permitindo uma análise mais detalhada da rede sensorial das lulas.

Comparação entre estruturas auditivas de lulas e humanos
As células ciliadas das lulas apresentam variações em comprimento, semelhante ao que ocorre no ouvido humano, onde diferentes comprimentos de células detectam diferentes frequências sonoras. Essa comparação sugere que as lulas podem regular o comprimento de suas células para perceber diferentes frequências de movimento na água, assim como os humanos fazem com sons.
Implicações para o estudo da audição e surdez
A pesquisa pode oferecer novas perspectivas sobre a audição e a surdez em humanos. Segundo o professor Brian McDermott, danos nas células ciliadas são uma causa comum de perda auditiva. O estudo das células sensoriais das lulas pode ajudar a entender melhor como essas estruturas delicadas funcionam e como a perda auditiva ocorre. A pesquisa foi publicada em Current Biology.

As descobertas sobre a pele das lulas e suas células sensoriais não apenas ampliam o conhecimento sobre a biologia desses animais, mas também abrem novas linhas de investigação para a compreensão da audição em humanos e as causas da surdez.






