Astrônomos detectam quasar J0439+1634 do início do universo

Astrônomos do MIT e de outras instituições identificaram o quasar J0439+1634, que emitiu luz apenas 850 milhões de anos após o Big Bang. Essa descoberta levanta questões sobre a formação e a atividade de buracos negros no início do universo.
Descoberta do quasar J0439+1634
O quasar J0439+1634 foi detectado como um ponto luminoso em uma imagem do Telescópio Espacial Hubble, que capturou a luz de uma galáxia distante sendo lenseada por outra galáxia em primeiro plano. Essa observação revela como o quasar se apresentava há 12,8 bilhões de anos, pouco tempo após a formação do universo.
Características do buraco negro central
No centro do quasar, há um buraco negro supermassivo com massa bilhões de vezes superior à do Sol. A presença de um disco de acreção em forma de panqueca é intrigante, pois sugere que o buraco negro já se estabilizou em um estado relativamente calmo, o que contraria a expectativa de que buracos negros em formação apresentem discos mais caóticos.

Impacto na formação de galáxias
A atividade do buraco negro influencia não apenas a luminosidade do quasar, mas também a formação de estrelas e a estrutura das galáxias ao longo do tempo. Pesquisadores afirmam que sem buracos negros supermassivos, as galáxias não teriam a mesma aparência que possuem atualmente.
Métodos de detecção e análise
Para detectar o brilho intermitente do quasar J0439+1634, a equipe enfrentou desafios técnicos relacionados à distância e ao desvio para o vermelho. Utilizando dados da missão NEOWISE, que monitorou o céu por cerca de 14 anos, os astrônomos conseguiram identificar a flutuação de luminosidade, estimando que o quasar é tão brilhante quanto 12 trilhões de sóis.

A pesquisa sobre o quasar J0439+1634 foi publicada na revista Nature Astronomy e representa um avanço significativo na compreensão da formação de buracos negros e galáxias no universo primitivo.






