Quasars distantes ajudam a entender buracos negros supermassivos

Quasars, objetos raros e extremamente luminosos, oferecem informações cruciais sobre a formação de buracos negros supermassivos no universo primitivo. Um estudo recente, baseado em dados do telescópio Euclid da Agência Espacial Europeia, revelou a descoberta de dois dos quasars mais distantes já observados, contribuindo para o entendimento da evolução das galáxias.
Quasars e a formação de buracos negros
Os quasars são considerados fontes de luz intensa que se formam em torno de buracos negros supermassivos, os quais podem ter massas de milhões a bilhões de vezes a do Sol. Segundo Daniel Mortlock, astrofísico do Imperial College London, esses buracos negros crescem à medida que material cai em seu interior, gerando calor e luz que superam a luminosidade de todas as estrelas de uma galáxia. Essa atividade é o que caracteriza um quasar.
Resultados do estudo com o telescópio Euclid
O estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics (A&A) destaca a detecção de 31 novos quasars durante o primeiro ano e meio do levantamento do telescópio Euclid. Entre eles, foram identificados dois quasars que estão entre os mais distantes já registrados, com um deles, EUCL J172902.75+641018.1, datando de um período em que o universo tinha apenas 662 milhões de anos.
Histórico da pesquisa sobre quasars
A pesquisa sobre quasars começou na década de 1950, quando foram detectados pela primeira vez no espectro de rádio. Na época, os cientistas não compreendiam sua natureza. O astrofísico Donald Lynden-Bell, em suas investigações, propôs que os quasars são alimentados por buracos negros supermassivos, sugerindo que muitas galáxias, incluindo a Via Láctea, poderiam abrigar um quasar em seus núcleos, conforme relatado pela Royal Society.

Desafios na detecção de quasars distantes
Detectar quasars distantes apresenta desafios significativos. A luz emitida por esses objetos é predominantemente ultravioleta e óptica, mas devido à expansão do universo, essa luz é deslocada para o infravermelho. Assim, os astrônomos buscam objetos que são brilhantes no infravermelho, mas ausentes no espectro óptico, uma técnica que tem sido fundamental para a identificação de quasars em grandes distâncias. A NASA explica que esses objetos são uma forma extrema de núcleos galácticos ativos.
A pesquisa sobre quasars continua a avançar, oferecendo novas perspectivas sobre a formação e evolução dos buracos negros supermassivos e seu papel na estrutura do universo. A descoberta de quasars distantes não apenas enriquece o conhecimento sobre a história cósmica, mas também desafia os cientistas a entender os mecanismos que possibilitaram a rápida formação desses gigantes.






