Pesquisa desenvolve revestimento para reduzir poluição luminosa

Um estudo recente revela que a crescente quantidade de satélites em órbita está contribuindo para a poluição luminosa, afetando a observação astronômica e a percepção do céu noturno. Com a previsão de lançamento de até 1,7 milhão de satélites nos próximos anos, a situação pode se agravar, dificultando a visualização de corpos celestes.
Crescimento da poluição luminosa por satélites
A poluição luminosa gerada por satélites é um fenômeno crescente, resultante do reflexo da luz solar em suas superfícies. Atualmente, o número de satélites em órbita baixa da Terra (LEO) está aproximando-se de 20.000, e essa quantidade deve aumentar significativamente. Essa situação gera preocupações sobre a interferência nas observações astronômicas, uma vez que os rastros de luz podem obscurecer a visão de estrelas e outros objetos celestes.

Desenvolvimento do revestimento ultra-preto
Pesquisadores da Universidade de Surrey desenvolveram um novo material de revestimento ultra-preto que promete reduzir a quantidade de luz refletida pelos satélites. O revestimento, conhecido como Vantablack® 310, foi testado em simulações e demonstrou eficácia em tornar as superfícies dos satélites significativamente mais escuras, aproximando-se dos limites recomendados pela União Astronômica Internacional.

Impacto na astronomia e observações astronômicas
O aumento da poluição luminosa tem implicações diretas na astronomia. Projetos como o Legacy Survey of Space and Time (LSST), conduzido pelo Vera C. Rubin Observatory, visam catalogar objetos do Sistema Solar e estudar fenômenos transitórios no céu. A presença de satélites brilhantes pode dificultar esses objetivos, tornando essencial a adoção de tecnologias que minimizem sua luminosidade.

Publicação e implicações da pesquisa
Os resultados do estudo foram publicados na *Monthly Notices of the Royal Astronomical Society*. A pesquisa, liderada pelo professor Ravi Silva, diretor do Advanced Technology Institute da Universidade de Surrey, destaca a importância de desenvolver soluções que protejam as observações astronômicas e o céu noturno, ao mesmo tempo em que se promove a inovação na tecnologia de satélites.
A crescente quantidade de satélites em órbita representa um desafio significativo para a astronomia. O desenvolvimento de revestimentos que reduzam a poluição luminosa é um passo importante para garantir que futuras gerações possam continuar a observar e estudar o universo sem as interferências causadas por esses dispositivos.






