Estudo associa saúde cardiovascular a declínio cognitivo

Um estudo realizado por pesquisadores da UT Health San Antonio sugere que a saúde cardiovascular na meia-idade pode influenciar a função mental em idades mais avançadas. A pesquisa indica que níveis de atividade física e controle glicêmico são fatores que podem retardar o declínio cognitivo, com variações significativas entre diferentes grupos étnicos.
Influência da saúde cardiovascular na função mental
A pesquisa revelou que a atividade física e um melhor controle da glicose estão associados a um declínio cognitivo mais lento. Os dados foram coletados de 402 residentes de San Antonio, onde 52% dos participantes eram hispânicos. A atividade física mostrou uma correlação mais forte com a preservação das funções cognitivas entre os participantes hispânicos, enquanto entre os não-hispânicos brancos, o controle da glicose foi o fator mais relevante.
Metodologia da pesquisa e perfil dos participantes
Os participantes, com idade média de 57,9 anos, foram acompanhados em um estudo longitudinal que se originou do San Antonio Heart Study (SAHS) e do San Antonio Longitudinal Study of Aging (SALSA). A pesquisa utilizou o framework Life’s Simple 7 (LS7) da American Heart Association para avaliar a saúde cardiovascular, que inclui medidas de dieta, atividade física e parâmetros de saúde como pressão arterial e glicose em jejum.

Desigualdades na pesquisa sobre Alzheimer
A pesquisa também destacou a sub-representação de adultos hispânicos em estudos sobre Alzheimer, apesar de sua maior vulnerabilidade à doença. Aproximadamente 14% dos adultos hispânicos com 65 anos ou mais têm Alzheimer, em comparação a 10% dos não-hispânicos brancos. Essa disparidade limita a compreensão dos fatores de risco e a identificação de estratégias de prevenção eficazes.
Implicações para a saúde pública e futuras pesquisas
Os resultados sugerem que intervenções voltadas à melhoria da saúde cardiovascular podem ter um impacto significativo na redução do ônus da doença de Alzheimer e outras demências, especialmente em populações de alto risco. A pesquisa foi publicada na revista Alzheimer’s & Dementia: Behavior & Socioeconomics of Aging e pode orientar futuras investigações sobre a relação entre saúde cardiovascular e envelhecimento cognitivo. Para mais detalhes, acesse o artigo completo em DOI: 10.1002/bsa3.70096.

A crescente incidência de demências à medida que a expectativa de vida aumenta ressalta a importância de pesquisas que considerem as especificidades étnicas e sociais na saúde pública. A identificação de fatores modificáveis pode contribuir para a formulação de políticas de saúde mais eficazes.






