Stanford desenvolve microscópio com resolução de 120 nanômetros

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um microscópio inovador que permite observar interações de nanostruturas em células vivas com uma resolução de 120 nanômetros, a mais alta já alcançada sem o uso de marcadores fluorescentes.
Nova tecnologia de microscopia
A nova tecnologia, chamada de Interferometric Image Scanning Microscopy (iISM), combina duas abordagens de microscopia para capturar estruturas celulares em tempo real. Essa técnica possibilita uma visão mais ampla do ambiente celular, permitindo a observação de como as células reagem a patógenos e medicamentos.
Vantagens do método iISM
O método iISM oferece vantagens significativas em relação a técnicas tradicionais baseadas em fluorescência. Ele permite a observação simultânea de múltiplas estruturas celulares, sem os problemas de desbotamento dos sinais fluorescentes e sem a necessidade de introduzir marcadores que podem alterar o comportamento das células. Além disso, o iISM opera com menor potência de iluminação, reduzindo o risco de danos às células.
Aplicações em ciências biológicas
As capacidades do iISM têm potencial para impulsionar descobertas em diversas áreas das ciências biológicas, incluindo a pesquisa de mecanismos de doenças, desenvolvimento de medicamentos e interações entre plantas e micróbios. Essa técnica pode complementar métodos existentes, oferecendo uma nova perspectiva sobre a dinâmica celular.

Desenvolvedores e colaborações
O desenvolvimento do iISM foi liderado pelo professor W.E. Moerner, laureado com o Prêmio Nobel de Química em 2014, e pela pós-doutoranda Michelle Kueppers, cuja pesquisa anterior focou em microscopia de dispersão interferométrica. A colaboração entre os pesquisadores foi fundamental para a criação dessa nova ferramenta, que combina a sensibilidade da microscopia de dispersão com inovações de microscópios confocais de próxima geração.
A pesquisa sobre o iISM foi publicada na revista Light: Science and Applications.






