Tabletes de argila revelam economia do reino de Ur

Uma nova pesquisa revelou quinze tabletes de argila no Museu do Iraque que oferecem insights sobre a economia do reino de Ur, datado de aproximadamente 4.000 anos atrás. Os documentos, que não foram encontrados em escavações documentadas, sugerem a existência de propriedades reais com administradores e escribas atuando fora do controle dos governadores provinciais.
Descoberta de tabletes no Museu do Iraque
Os tabletes, que variam em tamanho de 3 a 11,5 centímetros, tratam de assuntos cotidianos, como salários e quantidades de cevada. Eles foram adquiridos pelo Museu do Iraque entre 2005 e 2008, por meio de diversas rotas, incluindo apreensões feitas pelo comitê técnico do museu e devoluções de autoridades jordanianas.
Contexto histórico do reino de Ur III
O reino de Ur III, que dominou a região da Mesopotâmia entre 2112 e 2004 a.C., é conhecido por sua administração meticulosa e registros detalhados. Durante esse período, a economia local era baseada em uma vasta rede de arquivos que documentavam desde rations de cevada até a construção de canais de irrigação.

Análise dos tabletes e suas implicações
A análise dos tabletes revelou que alguns deles não se encaixam nas fórmulas oficiais dos arquivos de Umma. Eles apresentam grafias incomuns e o uso de Akkadian, sugerindo que foram escritos fora das instituições oficiais. Essa descoberta pode indicar a existência de propriedades rurais reais que operavam de forma independente.
Identificação de locais e administradores
Os pesquisadores conseguiram identificar locais e administradores mencionados nos tabletes, como Irisagrig e a região de Umma. Através da análise de nomes pessoais e topônimos, foi possível atribuir alguns tabletes a áreas específicas, revelando uma rede administrativa complexa e interligada.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Iraq, da Cambridge University Press, e contribuem para um entendimento mais aprofundado da economia e da administração do reino de Ur III. Para mais informações, acesse o artigo completo em doi:10.1017/irq.2026.10058.






