Telescópio SPHEREx da NASA Mapeia Gelo Cósmico Essencial para a Formação de Planetas

O telescópio SPHEREx, da NASA, iniciou suas operações com o objetivo de mapear o céu em sua totalidade a cada seis meses. A missão, que se destaca por sua capacidade de capturar dados em 102 cores infravermelhas distintas, visa investigar a presença de gelo e compostos químicos na Via Láctea, fundamentais para a compreensão da formação planetária.
Lançamento e Objetivos do SPHEREx
Lançado em 2025, o SPHEREx é um observatório de classe média que se propõe a realizar um mapeamento abrangente do céu. A missão busca identificar e caracterizar o gelo interstelar e compostos como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs), que são essenciais para a formação de planetas. Os dados iniciais já foram publicados na revista The Astrophysical Journal, revelando informações sobre a distribuição desses materiais em regiões específicas da Via Láctea.
Mapeamento de Gelo e Compostos na Via Láctea
O SPHEREx tem se concentrado na identificação de gelo de água e dióxido de carbono, além de PAHs, em regiões como Cygnus-X e a Nebulosa da América do Norte. Os dados indicam que esses materiais estão distribuídos ao longo de estruturas filamentosas complexas, que se estendem por vários graus no céu. Essas descobertas são cruciais, pois o gelo é um dos blocos de construção dos planetas aquáticos, como a Terra.
Regiões Estudadas: Cygnus-X e Nebulosa da América do Norte
As regiões de Cygnus-X e LDN 935 da Nebulosa da América do Norte foram alvo de estudos detalhados. Cygnus-X, a cerca de 4.500 anos-luz da Terra, abriga uma vasta quantidade de material e um aglomerado de estrelas jovens. LDN 935, por sua vez, atua como um ‘congelador cósmico’, protegendo o gelo de radiações ultravioletas intensas, o que favorece a preservação desses compostos.
Implicações para a Formação Planetária
As descobertas do SPHEREx têm implicações significativas para a compreensão da formação planetária. A pesquisa revelou que a presença de gelo e PAHs não ocorre nas mesmas localizações, o que sugere que a radiação ultravioleta influencia a distribuição desses materiais. Essa separação espacial pode impactar a formação de planetas, uma vez que a presença de gelo é fundamental para a criação de corpos aquáticos.
Os dados coletados pelo SPHEREx representam um avanço importante na astrofísica, permitindo que cientistas analisem a dinâmica de formação de planetas em regiões ricas em gelo. A missão continua a gerar novas informações que podem revolucionar a compreensão sobre a origem e a evolução dos sistemas planetários.
Fonte: universetoday.com






