Teníase letal é detectada em coiotes do Pacífico Noroeste

Pesquisadores da Universidade de Washington identificaram o parasita Echinococcus multilocularis em coiotes da região de Puget Sound, no Pacífico Noroeste. Essa é a primeira detecção do parasita em animais selvagens na costa oeste dos Estados Unidos, com 37% dos coiotes testados apresentando a infecção.
Detecção do parasita em coiotes
O estudo revelou que dos 100 coiotes analisados, 37 estavam infectados pelo Echinococcus multilocularis. A pesquisa foi publicada na revista PLOS Neglected Tropical Diseases. A presença do parasita na região é alarmante, pois até então não havia registros de infecção em animais selvagens no Pacífico Noroeste.
Ciclo de vida do Echinococcus multilocularis
O E. multilocularis possui um ciclo de vida complexo que envolve diversos hospedeiros. Coyotes e outros canídeos são os hospedeiros principais, onde o parasita pode viver sem causar sintomas. As fezes desses animais liberam ovos no ambiente, que podem ser ingeridos por roedores, levando à formação de cistos em seus fígados. Quando os coiotes se alimentam desses roedores infectados, o ciclo se reinicia.
Riscos para cães e humanos
Embora os cães possam carregar o E. multilocularis sem apresentar sintomas, a exposição a ovos do parasita pode resultar em cistos semelhantes aos encontrados em outros hospedeiros. A infecção em humanos ocorre principalmente pela ingestão de ovos, frequentemente através de alimentos contaminados. A doença resultante, conhecida como echinococose alveolar, é grave e pode levar à morte se não tratada.
Medidas de prevenção recomendadas
Para reduzir o risco de infecção, recomenda-se que os proprietários de cães evitem que seus animais de estimação caçem roedores ou consumam carcaças. O professor Guilherme Verocai, coautor do estudo, sugere a realização de cuidados veterinários regulares, incluindo testes para parasitas e uso de medicamentos preventivos contra vermes e carrapatos.
A detecção do Echinococcus multilocularis em coiotes do Pacífico Noroeste destaca a necessidade de monitoramento constante e medidas de prevenção para proteger a saúde pública e a dos animais domésticos. A expansão do parasita na América do Norte requer atenção redobrada das autoridades de saúde e dos proprietários de animais.






