Terapia baseada em imagens reduz medo de falhar em jovens

Uma pesquisa realizada por cientistas da SWPS University e do Nencki Institute of Experimental Biology indica que técnicas de terapia baseadas em imagens podem ajudar a reduzir o medo de falhar, especialmente em jovens adultos que enfrentam memórias dolorosas da infância. Os resultados foram publicados na revista Frontiers in Psychology.
Estudo revela eficácia de terapia baseada em imagens
O estudo envolveu 180 jovens adultos, com idades entre 18 e 35 anos, que apresentavam medo de falhar. Durante um período de duas semanas, os participantes participaram de quatro sessões de terapia focadas em memórias difíceis da infância, especialmente aquelas relacionadas a críticas. As abordagens incluíram a técnica de Imagery Rescripting (ImRs), que visa alterar a forma como uma memória é vivenciada na imaginação.
Metodologia do experimento com jovens adultos
Os participantes foram divididos em três grupos. Um grupo utilizou a técnica de Imagery Exposure (IE), que consistia em relembrar situações que provocavam medo ou ansiedade. O segundo grupo aplicou a técnica de Imagery Rescripting, onde imaginavam um ‘defensor’ que confrontava a figura crítica do passado. O terceiro grupo utilizou a mesma técnica, mas com um procedimento de atraso de 10 minutos, projetado para potencializar os efeitos da intervenção.
Resultados mostram redução de emoções negativas
Os resultados mostraram uma redução significativa e duradoura no medo de falhar, além de diminuições nos níveis de emoções negativas como tristeza e culpa. As reações fisiológicas dos participantes também indicaram uma resposta menos intensa a memórias de críticas, evidenciando que as experiências perturbadoras não provocavam mais o mesmo nível de estresse. Essas melhorias foram mantidas em avaliações de acompanhamento realizadas três e seis meses depois.
Implicações para a terapia psicológica
Os achados sugerem que técnicas baseadas em imagens podem transformar a forma como os indivíduos respondem a desafios atuais, permitindo que reescrevam finais seguros para memórias dolorosas. A pesquisa destaca a importância de criar uma discrepância entre as expectativas do paciente e a nova memória, um fator que pode facilitar mudanças terapêuticas duradouras.
Os resultados deste estudo abrem novas possibilidades para o tratamento de traumas relacionados à infância e oferecem uma abordagem inovadora para a terapia psicológica, enfatizando a flexibilidade emocional e a capacidade de reescrever experiências passadas.






