Universidade de Buffalo usa IA para detectar lesões ocultas em RM

Pesquisadores da Universidade de Buffalo desenvolveram uma técnica inovadora que utiliza inteligência artificial para identificar lesões corticais em pacientes com esclerose múltipla, frequentemente invisíveis em exames de ressonância magnética convencionais. Essa descoberta pode transformar a forma como a doença é diagnosticada e monitorada.
Nova técnica revela lesões corticais em esclerose múltipla
A nova abordagem permite a detecção de lesões corticais, que estão fortemente associadas a problemas de cognição e deficiência em pacientes com esclerose múltipla. Tradicionalmente, as ressonâncias magnéticas focavam em lesões na substância branca do cérebro, deixando um vazio significativo na avaliação do impacto da doença.
Importância das lesões corticais na progressão da doença
As lesões corticais têm sido reconhecidas como indicadores críticos da progressão da esclerose múltipla desde o final do século XIX, mas sua inclusão nos critérios diagnósticos ocorreu apenas no século XXI. A dificuldade em visualizá-las com técnicas convencionais limitou sua utilização clínica, apesar de sua relevância para entender a gravidade da condição.
Método de inteligência artificial aplicado em exames de rotina
O método desenvolvido combina várias técnicas de processamento de imagem, incluindo uma nova abordagem chamada MMCLE (multimodal cortical lesion enhancement). Essa técnica foi testada em exames de ressonância magnética de um grande ensaio clínico, o ORATORIO, que envolveu mais de 700 participantes.
Resultados significativos e implicações para o tratamento
Os resultados mostraram que a aplicação da inteligência artificial revelou mais de 11.000 lesões corticais em um conjunto de dados, com uma média de 15 a 20 lesões por paciente. Essa capacidade de identificar danos ocultos pode ter implicações profundas para o tratamento e acompanhamento da esclerose múltipla, permitindo intervenções mais precisas e personalizadas.
A pesquisa, publicada na revista Communications Medicine, representa um avanço significativo na aplicação de inteligência artificial na medicina, oferecendo novas perspectivas para o manejo da esclerose múltipla e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.






